O Ministério Público de Goiás firmou um acordo judicial com a Wepink, visando encerrar a ação coletiva relacionada a infrações do Código de Defesa do Consumidor.
O que ocorreu
A empresa concordou em pagar R$ 5 milhões como indenização por danos morais coletivos. Além disso, a Wepink tem um prazo de um mês para implementar um serviço de atendimento ao consumidor que atenda às diretrizes do Ministério Público, que especifica que o atendimento não pode ser automatizado.
A Wepink está impedida de remover críticas negativas em suas plataformas oficiais. A empresa deverá também disponibilizar, em suas redes sociais e no site institucional, um tutorial, previamente aprovado pelo MP, com informações detalhadas sobre os direitos dos consumidores em situações de cancelamento, troca, reembolso e outros problemas.
A investigação levou em conta um grande número de queixas registradas no Procon de Goiás e em sites como o Reclame Aqui — mais de 120 mil reclamações nos últimos dois anos.
Com o acordo, as transmissões ao vivo poderão ser retomadas, desde que a Wepink comprove a existência de estoque físico. “A Wepink deverá implementar sistemas auditáveis, que sejam acessíveis ao MPGO e aos consumidores, para validar a disponibilidade dos produtos”, declara o Ministério Público.
A ação foi iniciada após a análise de reclamações de consumidores, revelando questões como atrasos na entrega de produtos, falta de reembolsos e não cumprimento de ofertas promocionais divulgadas pela empresa durante as vendas.
O advogado da Wepink foi contatado pela Splash para comentar sobre a situação, e este artigo será atualizado assim que recebermos uma resposta.