O ex-ator da Globo e psicólogo Leonardo Miggiorin está ansioso para a estreia do “MasterChef Celebridades”, que será exibido pela Band em novembro. Em uma conversa com o portal LeoDias, ele compartilha suas motivações para aceitar o convite do programa, que será apresentado por Erick Jacquin, Helena Rizzo e Henrique Fogaça, e que reunirá diversas personalidades, incluindo apresentadores, influenciadores digitais, cantores e atores. Além disso, ele discute seus projetos no teatro e a ideia de integrar arte e autoconhecimento em um grupo terapêutico.
“Cozinhar é uma arte muito particular e foi um grande desafio. O prêmio e a visibilidade foram fatores que me incentivaram. Sempre gostei de assistir ao ‘MasterChef’, que é um programa bem familiar”, comenta Miggiorin, que já tem alguma experiência na cozinha. “Durante a pandemia, comecei a experimentar e criar algumas receitas. Aprendi muito assistindo chefs pela internet, sem seguir um método rigoroso. Antes disso, mal sabia cozinhar arroz”, revela.
Sobre a pressão do reality show, que exige não apenas habilidade técnica, mas também convivência e improvisação, o ator fala sobre como lida com esse ambiente competitivo. “Frequentemente fico nervoso e me distraio com facilidade. Tento me manter focado, mas é fácil me dispersar. Para controlar a ansiedade, procuro conversar”, explica, demonstrando sua expectativa para a estreia do programa.
“Sim, estou muito animado para assistir aos episódios! É uma experiência completamente diferente estar lá dentro. O estúdio é imenso, a equipe é grande e a pressão é intensa – é um misto de empolgação e nervosismo (risos)”, destaca.
Leonardo Miggiorin construiu uma carreira robusta na televisão, no teatro e no streaming ao longo de mais de 25 anos. Ficou famoso por seu papel como Zezinho em “Presença de Anita” e participou de novelas de grande sucesso, como “Mulheres Apaixonadas”, “Senhora do Destino”, “Cobras e Lagartos”, “Paraíso Tropical”, “Passione” e “Insensato Coração”.
“Esses personagens foram marcantes e as pessoas que assistiram guardam uma memória afetiva. Muitas conversam comigo nas ruas – especialmente aquelas que lembram do disquete (risos). É uma honra! O papel que mais me desafiou na TV foi meu primeiro em ‘Presença de Anita’, devido à carga dramática envolvida, foi meu primeiro desafio na teledramaturgia”, recorda.
Mais recentemente, ele atuou como o presidiário Rafuda na série “Beleza Fatal”, um sucesso da Max que também foi exibido na Band. “Entrar no projeto já em andamento exige atenção e firmeza. Tive que tomar decisões rápidas e confiei plenamente na direção e na equipe. Gravei com amigos, o que me deu ainda mais segurança. Já era fã do Raphael Montes e da diretora Maria de Medicis. Foi uma experiência incrível!”, celebra.
No teatro, Miggiorin apresentou o monólogo “Não se Mate”, inspirado em poemas de Drummond, que passou por várias cidades do Brasil. “Esse projeto foi escrito e dirigido por Giovani Tozi, que me convidou para interpretar Carlos, um personagem em luto que tenta se suicidar. A peça é uma comédia dramática e, apesar do tema, traz leveza. Foi um encontro marcante. Nós, atores, acreditamos que os personagens nos escolhem”, enfatiza.
“Eu amadureci muito ao viver esse personagem, pois ele precisava passar por um processo de amadurecimento, e a peça aborda esse tema. Todos nós precisamos evoluir e deixar de ser ‘vítimas do mundo’, já que na verdade não somos. Superar frustrações e erros é parte desse crescimento. Cada personagem nos ensina algo valioso. É uma profissão onde vivemos muitas vidas em uma só!”, acrescenta.
Além de sua carreira como ator, Leonardo Miggiorin é formado em Psicologia. Ele dá aulas, ministra cursos de oratória e está desenvolvendo novos projetos que combinam arte e autoconhecimento. “Desde a adolescência, sempre tive interesse em estudar emoções, comportamento e relações humanas. O teatro foi meu primeiro passo, levando-me à ação. Comecei a viver diversos papéis, e a psicologia veio para organizar essa vivência de forma racional”, explica.
“Os temas são os mesmos, mas com metodologias diferentes de pesquisa e aplicação. Enquanto atuava em novelas, também cursava a faculdade. Precisei interromper meus estudos várias vezes, mas consegui concluir após 10 anos. Com a pandemia, percebo que muitas pessoas estão em busca de apoio e desejam experimentar essa vivência. Assim, todos os personagens que interpreto geram uma reflexão sobre os temas tratados”, complementa.
O teatro como ferramenta de transformação pessoal e emocional é o foco do Grupo de Teatro Terapêutico, dirigido por Miggiorin, que combina sua experiência artística e clínica para guiar uma jornada de autoconhecimento e escuta por meio da arte. Essa vivência começou em agosto, com encontros semanais até 30 de outubro, sempre às quartas-feiras, na BRAAPA – Escola de Teatro, próxima à estação de metrô Marechal Deodoro, em São Paulo.
Destinado a pessoas interessadas em explorar suas emoções, fortalecer laços e ampliar a percepção sobre si mesmas e os outros, o grupo utiliza técnicas teatrais como meio de expressão, cuidado e transformação. Não é necessária experiência prévia no palco. “É uma abordagem terapêutica em grupo que usa as técnicas do teatro para discutir a vida, as relações e os papéis que desempenhamos. As pessoas estão sempre em busca de viver, sair das telas, formar novos vínculos e resgatar algum sentido na vida, experimentar!”, afirma.
Após o “MasterChef” e os projetos atuais, o artista compartilha seus planos futuros. “Estarei no elenco do musical Tina Turner, que tem estreia marcada para março de 2026. Além disso, continuarei a desenvolver este espaço terapêutico que une teatro e psicologia”, conclui.