Roberto Gómez Fernández, de 61 anos, esteve no Brasil para visitar uma exposição que celebra a história de “Chaves”, uma criação de seu falecido pai, Roberto Bolaños. Em uma entrevista ao Splash, ele compartilhou suas impressões sobre a relação com ex-colegas de trabalho da série e com Florinda Meza, sua madrasta.
As dinâmicas familiares e profissionais ligadas a Roberto Bolaños (1929 – 2014) voltaram à tona após o lançamento da série biográfica “Chespirito: Sem Querer Querendo”. Fernández, um dos filhos do comediante, esteve à frente da criação e produção desse projeto audiovisual.
Ele reconhece que a série da HBO gerou bastante repercussão. “O sucesso dela foi evidente: o tanto de discussões nas redes sociais foi imenso. Como sempre, alguns tópicos geraram polêmica, mas foi uma experiência muito rica… A recepção foi extremamente positiva. Aproximou pessoas que não conheciam muito meu pai ou o faziam de forma distante, e agora estão curiosas para saber mais.”
Durante a conversa com Splash, o produtor mencionou a boa convivência com antigos companheiros de trabalho de seu pai. “Vejo a María Antonieta de Las Nieves, a Chiquinha, com frequência. Ela é uma pessoa maravilhosa. Com Edgar Vivar, o Senhor Barriga, ainda somos amigos. Na verdade, eles foram fundamentais, nos ajudando com informações para ‘Sin Querer Queriendo’. Também mantemos um bom relacionamento com Esteban Valdés, filho de Ramón Valdés, que cuida da imagem do Seu Madruga.”
Ao ser questionado sobre Florinda Meza, sua madrasta, ele admite que a relação é distante, mas afirma que “está tudo bem”, sem entrar em mais detalhes. Bolaños e Florinda estiveram juntos de 1977 até a morte do comediante em 2014, tendo oficializado a união em 2004. Apesar de terem iniciado o namoro nos anos 70, Bolaños ainda era casado com a primeira esposa, Graciela Fernández, um casamento que só foi desfeito décadas depois.
“É uma relação distante. Existem circunstâncias que nos impediram de nos aproximar, mas não há problemas. Está tudo tranquilo”, comentou Roberto Gómez Fernández sobre Florinda Meza.
Rumores sobre um possível envolvimento entre Florinda e Bolaños enquanto ele ainda era casado com a primeira esposa geraram polêmica e descontentamento da atriz, que não permitiu o uso de sua imagem na série. “Em decorrência dessa série, buscaram nos arquivos e ressuscitaram entrevistas antigas, que foram tiradas de contexto e usadas contra mim”, afirmou Florinda na época.
Carlos Villagrán, que interpretou Quico, também se mostrou insatisfeito e não autorizou o uso de sua imagem, alegando desentendimentos com Bolaños desde 1979. Em uma entrevista de 2016 ao Programa do Porchat (Record), Villagrán disse que o autor tinha “inveja” do sucesso de Quico com o público.
A exposição “Chaves – A Exposição”
A maior celebração sobre “Chaves” já realizada está em cartaz no Rio de Janeiro. Os fãs podem visitar essa experiência comemorativa de 40 anos no Via Parque Shopping, na Zona Sudoeste da cidade, até o final de novembro, com ingressos a partir de R$ 20 (meia-entrada).
A mostra recria mais de 20 cenários icônicos que marcaram a vida de milhões de espectadores. Além de proporcionar uma imersão no universo de “Chaves” e do herói “Chapolin Colorado”, a exposição também exibe figurinos e roteiros originais vindos do México. A produção ainda revela detalhes sobre a vida de Bolaños, desde seu nascimento e crescimento até se tornar conhecido como Chespirito.
Serviço “Chaves – A Exposição”
Até 30 de novembro (de terça a domingo)
No Via Parque Shopping (Av. Ayrton Senna, 3000 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro)
Ingressos disponíveis a partir de R$ 20 (meia).