Na última segunda-feira (20/10), um vídeo da audiência de custódia de Buzeira, de 28 anos, foi divulgado na internet. O influenciador é alvo de investigações por suposta participação em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao tráfico internacional de drogas. A gravação, que tem aproximadamente 7 minutos de duração, apresenta Buzeira sendo interrogado pela juíza Ana Luisa Borges Carneiro a respeito do momento em que foi detido e as circunstâncias de sua prisão. Em um dos momentos, o influenciador descreve que estava dormindo quando os agentes policiais chegaram em sua residência.
“Eu estava dormindo quando eles chegaram. Só ouvi o barulho da porta se abrindo. Pediram para eu abrir e saí na varanda, onde fui abordado pelos policiais. Eles solicitaram que minha cunhada abrisse a porta”, contou. Questionado sobre o tratamento recebido durante a abordagem, Buzeira respondeu de forma sucinta: “Tudo tranquilo”, mantendo um tom sereno ao longo de toda a audiência.
O influenciador foi um dos alvos da Operação Narco Bet, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de entorpecentes, sendo apontado como um dos principais beneficiários. Após sua detenção, Buzeira foi transferido da superintendência da Polícia Federal em São Paulo para o Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, localizado na zona oeste da cidade.
Além disso, o Ministério Público do Estado de São Paulo formalizou acusações contra Buzeira por exploração de jogos de azar e lavagem de dinheiro, atribuindo-lhe a responsabilidade por rifas digitais irregulares que ele promoveu em suas redes sociais, movimentando milhões de reais. Uma das alegações destaca que ele constituiu uma empresa com um capital social de R$ 30 milhões, o que é considerado incompatível com sua declaração de Imposto de Renda, sugerindo tentativas de ocultação de valores.
Buzeira e o empresário Rodrigo Morgado foram detidos na terça-feira passada (14/10). A Polícia Federal também ordenou o bloqueio de bens e ativos avaliados em aproximadamente R$ 630 milhões, pertencentes aos suspeitos e às empresas envolvidas na investigação.