Na última segunda-feira (20/10), Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, conhecido como MC Poze do Rodo, compareceu à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para dar seu testemunho sobre a rápida devolução de seu carro de luxo. Durante a sessão, ele não hesitou em criticar o presidente da comissão, o deputado Alexandre Knoploch, do PL, e fez comentários sobre a restituição de seu veículo.
A CPI investiga possíveis conexões entre indivíduos e empresas com organizações criminosas relacionadas à devolução irregular de veículos roubados e furtados na região do Rio de Janeiro. O automóvel do artista, uma Land Rover Defender blindada, foi levado em setembro de 2025 no Recreio dos Bandeirantes. No entanto, o que chamou atenção foi o fato de que o carro foi localizado poucas horas depois.
Ao ser questionado sobre o motivo do reaparecimento tão rápido do veículo, MC Poze hesitou um pouco antes de responder: “Meu carro voltou porque eu sou o Poze do Rodo. Eu me considero uma pessoa incrível, fenomenal.” Ele continuou afirmando que era “claro” que sua Land Rover seria recuperada devido à sua “exclusividade” e “personalização”. “Com 16 milhões de seguidores no Instagram e mais de quatro milhões de visualizações diárias nos meus stories, é evidente que quem me roubou, ao ver toda a repercussão, não iria ficar com o carro,” declarou, acrescentando:
“O único carro no Rio de Janeiro que é vermelho por dentro e por fora, totalmente personalizado e com meu nome nos bancos, é o meu. Para mim, era óbvio que, assim que eu postasse que ele havia sido roubado, ele iria aparecer. E ele não foi recuperado, apenas foi largado. Assim que foi deixado de lado, recebi muitas informações dos meus fãs… É bastante evidente que foi devolvido, porque eu sou uma figura de grande relevância,” enfatizou.
O cantor ainda disparou uma crítica ao presidente da comissão: “Muitas pessoas apreciam essa [fama], enquanto outras, como o senhor, expressam opiniões contrárias, deixando claro nas redes sociais que me consideram um marginal. Não faz sentido dialogar com alguém que me vê de uma forma que não corresponde à realidade. O senhor sabe qual é a minha verdadeira profissão, sabe que fui preso, mas fui liberado porque não conseguiram apresentar provas contra mim.”