Por: Flávia Viana
Nesta semana, Jacqueline Sato está em Los Angeles para apreciar a programação do BRAVO – Festival de Cinema Brasileiro, que celebra a produção nacional em território americano. Além de atuar, a artista desempenha papéis como roteirista e produtora, sendo uma das representantes que ampliam a visibilidade do cinema brasileiro no exterior. O festival apresenta uma seleção de filmes, com sessões ao longo da semana, em uma verdadeira homenagem à diversidade estética do Brasil. Dentre as obras em exibição, destaca-se o curta-metragem “Amarela”, no qual Jacqueline atua como produtora executiva. Este filme já passou por diversos festivais, fomentando discussões no cenário cultural. Dirigido por André Hayato Saito e produzido por Mayra Faour Auad da MyMama, “Amarela” foi exibido em 90 festivais em 35 países e foi indicado à Palma de Ouro em Cannes no ano passado. A presença do filme no festival ressalta a importância dos artistas brasileiros que também atuam nos bastidores da indústria cinematográfica. A participação de obras nas quais Sato está diretamente envolvida confirma a consistência de sua trajetória artística, que busca não apenas atuar, mas também fortalecer o espaço técnico e simbólico para as narrativas que refletem as diversas formas de “ser brasileiro”.
Recentemente, Sato tem se dedicado a projetos que exploram identidade, visibilidade e pertencimento. Em “Volta por Cima”, a aclamada novela da TV Globo, ela deu vida à Yuki, uma personagem complexa, repleta de emoções profundas. Ao mesmo tempo, seu projeto “Mulheres Asiáticas”, atualmente disponível no Prime Video, destaca as experiências de mulheres nipo-brasileiras, trazendo à tona a necessidade urgente de discutir representatividade racial e cultural no Brasil contemporâneo. O festival, que teve início no último domingo (17) no Museu da Academia do Oscar e se estende até a sexta-feira (25), em Los Angeles, exibe diversas produções brasileiras de destaque, incluindo “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, que representa o Brasil na corrida pelo Oscar 2026. A celebração do cinema brasileiro teve início com uma abertura presidida por Walter Salles, seguida da exibição do filme de Kleber Mendonça e um bate-papo entre diretores e a produtora Emilie Lesclaux.
Enquanto participa do evento, Jacqueline se prepara para retornar ao cinema, fazendo parte do elenco do longa “Uma Praia em Nossas Vidas”, dirigido por Guto Arruda Botelho e estrelado por Marcelo Serrado e Alessandra Negrini, ambientado nos anos 80.