Independentemente da opinião do público sobre o desfecho de “Vale Tudo”, é inegável que a novela das 21h da Globo alcançou grande sucesso. Exibido na sexta-feira (17/10), o episódio final do remake trouxe uma reviravolta surpreendente em comparação à versão original, e continua gerando discussões nas redes sociais. No sábado (18/10), Debora Bloch, que interpreta Odete Roitman, participou do programa “Altas Horas” e comentou sobre a repercussão do folhetim.
Na trama atual, escrita por Manuela Dias, a icônica vilã é atingida por um tiro de Marco Aurélio e é dada como “morta” no hotel Copacabana Palace. A reviravolta acontece quando Odete aparentemente retorna à vida dentro da ambulância, com apenas seus aliados cientes disso. Na versão de 1988, foi Leila (Cássia Kis) quem deu fim à personagem. Durante o programa de Serginho Groisman, a atriz compartilhou que viver essa experiência foi incrível.
“Interpretar uma personagem dessa magnitude aos 62 anos é algo maravilhoso, né? A vida sempre nos surpreende”, disse Debora, celebrando seu papel. Ela também refletiu sobre a atração do público por vilãs em novelas: “Acredito que existe um certo fetiche. Não sei… Isso provoca uma catarse nas pessoas. Como é ficção, dá para se identificar com a maldade”.
Apesar de ter adorado interpretar Odete Roitman em 2025, a atriz deixou claro que não apoia suas atitudes. “Não justifico as ações de Odete Roitman. Ela é uma pessoa horrível, uma mulher autoritária, narcisista, que acredita que pode comprar tudo com dinheiro. Ela é obcecada pelo poder, classista, preconceituosa e racista… Então, não é isso que encanta as pessoas”, afirmou.
Debora também expressou que, após tanto trabalho, mesmo que seja gratificante, merece um tempo para descansar. “É de domingo a domingo, sem folgas, pois até no dia de descanso estou estudando os capítulos, organizando minhas cenas e decorando os textos da semana. Eu gravava de segunda a sábado”, revelou.