Após um ano longe dos desfiles de Carnaval devido à sua detenção por suspeitas de lavagem de dinheiro e vínculos com organizações criminosas, Natacha Horana, de 33 anos, está pronta para reassumir seu papel como musa na Gaviões da Fiel, uma das principais escolas do grupo especial de São Paulo. Reconhecida por sua atuação como bailarina no programa de Faustão, ela voltará à avenida em 2026 ao lado de Sabrina Sato, a rainha de bateria da escola, e expressa que está vivendo um dos momentos mais emocionantes de sua carreira.
“A sensação é incrível. Sinto-me extremamente orgulhosa, honrada e emocionada por nunca ter perdido meu lugar como musa. Afinal, não se trata apenas de um título, mas de uma história. Estou nessa função há cinco anos, mas em meu coração estive ligada a isso a vida inteira. Portanto, não se trata apenas de uma aparição, mas de um amor incondicional. Nunca troquei de escola apenas para me promover. Sempre fui muito firme em minha escolha pela Gaviões da Fiel. Essa dedicação é o que me faz sentir parte da família Gaviões”, ressalta em entrevista à Quem.
A artista, que não participou do último desfile, revela que havia começado a preparar sua fantasia para 2025 antes de ser presa, em novembro do ano passado. Ela permaneceu na penitenciária até março deste ano. “Meu lugar sempre esteve reservado. Se eu tivesse saído até a véspera do desfile, eu teria desfilado. Mesmo se tivesse saído no dia, meu lugar ainda estaria lá. Eles sempre deixaram isso claro. Orei até o último minuto pela minha liberdade e pela chance de desfilar pela minha escola do coração. Fiquei devastada e muito triste por não ter podido participar, mas assisti pela TV, enviando boas energias, e a escola teve sucesso na classificação. Foi muito difícil não estar presente. Chorei bastante e isso aumentou ainda mais minha determinação para brilhar neste novo ano. Este ano, voltarei com tudo”, afirma.
Fora da prisão, Natacha se lançou em novos projetos e agora está preparando o lançamento de um livro autobiográfico, onde compartilha suas experiências e reflexões sobre o tempo em que esteve detida. “Meu livro vai abordar minha jornada e como foi sobreviver na prisão, além dos aprendizados que levarei para a vida que levo hoje. Vou contar como aprendi a enfrentar meus medos e a evoluir emocionalmente. Este é um projeto muito pessoal. Trata-se de fases, recomeços, bastidores e verdades que nunca revelei. É um convite para que as pessoas me conheçam de verdade; não apenas a Natacha da televisão ou das redes sociais, mas a mulher que está por trás das câmeras. Estou escrevendo com muito carinho e sinceridade. Desejo que as pessoas se identifiquem, se emocionem e se sintam inspiradas a recomeçar. Embora ainda não possa divulgar o título, posso garantir que é uma obra que fala sobre coragem, liberdade e autenticidade”, conclui.