Aos 44 anos, Fernanda Motta compartilhou suas reflexões sobre o diagnóstico de um câncer de mama raro, que recebeu em 2019. Em sua visão, a doença nunca foi encarada como uma “punição”.
A descoberta do câncer aconteceu em julho de 2019, quando a modelo percebeu uma alteração ao se examinar durante o banho. “Sempre fui cuidadosa com meu corpo. O tipo que me foi diagnosticado é o triplo-negativo, que é mais agressivo e incomum. Por isso, meu médico prefere adotar uma abordagem cautelosa e fala em cura definitiva somente após sete anos de tratamento. Atualmente, não estou sob medicação, apenas realizo exames a cada seis meses”, contou em entrevista ao jornal O Globo.
Fernanda reconheceu que o diagnóstico foi um choque, mas também uma oportunidade para o autoconhecimento e uma nova valorização da vida. “Hoje, dou prioridade ao que realmente importa: os momentos com minha filha e as risadas com amigos. Antes, eu me frustrava muito mais. Aprendi a dizer ‘não’, pois meu foco mudou. Muitas vezes, nos deixamos levar pelo materialismo e pelo trabalho, mas, no final das contas, para que tudo isso? O que realmente quero é ter saúde e paz”.
Ela enfatizou que nunca viu a doença como um “castigo” e que manteve sua fé como um pilar de apoio. “Sou católica e sempre acreditei que a cura era possível. Embora tenha sido um momento difícil e doloroso, não me deixei abater. Não vejo isso como uma punição. Passei por essa experiência física acreditando que havia um propósito, talvez para meu crescimento espiritual”.
A modelo enfrentou 24 sessões de quimioterapia durante a pandemia e o luto pela perda de seu pai, que faleceu em decorrência da COVID-19. “Foi desafiador em todos os sentidos. A morte do meu pai foi ainda mais difícil, pois não houve a oportunidade de realizar um ritual de despedida. Senti seu falecimento de forma mais intensa após concluir meu tratamento”.
Fernanda é casada com o empresário Roger Rodrigues, de 49 anos, e juntos são pais de Chloe, de 11 anos.