Quarenta e cinco anos após a morte de Steve McQueen, o icônico ator de Hollywood volta a ser notícia — desta vez, não por seus filmes, mas por uma valiosa obra de arte.
Molly McQueen, neta do famoso artista, ajuizou uma ação em Los Angeles para reivindicar a posse de uma pintura de Jackson Pollock, estimada em US$ 68 milhões (acima de R$ 362 milhões, conforme a cotação atual). Ela argumenta ser a verdadeira proprietária da obra, que teria sido entregue de maneira inadequada à família do advogado Rudolph Borchert, amigo de seu avô.
Segundo o processo, a pintura foi trocada por uma motocicleta e um imóvel, em um tipo de “acordo prévio” entre McQueen e os Borchert. Contudo, Molly afirma que a transação nunca foi finalizada conforme o combinado. Um dos envolvidos teria perdido a moto em um acidente, e a propriedade nunca foi transferida de fato. Apesar disso, a obra de Pollock, um dos grandes nomes do expressionismo abstrato americano, ficou sob a posse da família Borchert por várias décadas.
Molly McQueen alega que seu avô havia solicitado a devolução da pintura após o insucesso da troca, mas o pedido foi ignorado pelos Borchert. Agora, o processo visa que o tribunal reconheça o direito de posse imediato da neta sobre a obra, considerada uma das mais preciosas do acervo pessoal de McQueen.
Brent Borchert, filho de Rudolph e atual guardião da pintura, comentou ao The Mirror que o caso lhe parece familiar, mas não possui informações detalhadas. Ele se recorda apenas de sua mãe mencionar algo a respeito de um acordo envolvendo uma motocicleta e uma casa.
Apesar da falta de clareza, Brent se mostra aberto ao diálogo. “Se eles apresentarem algo que prove que o acordo foi injusto, posso considerar um acordo. Caso contrário, não farei isso.”