Após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmar em uma entrevista ao portal Metrópoles que os exames realizados em Hungria não mostraram a presença de metanol ou de seus derivados no organismo do rapper, a equipe do artista se manifestou ao portal LeoDias.
O LeoDias procurou a assessoria de Hungria para saber se a equipe médica havia fornecido algum diagnóstico após a alta hospitalar, que ocorreu no último domingo (5/10), e se já havia informações sobre os resultados laboratoriais.
Em comunicado, os representantes do cantor esclareceram que ainda não podem confirmar a declaração do ministro. “Não estamos validando essa informação, pois ainda não recebemos os resultados dos exames e, portanto, não temos um diagnóstico definitivo”, afirmou a assessoria.
Durante os três dias em que esteve internado na UTI do Hospital DF Star, Hungria recebeu o antídoto utilizado para intoxicações por metanol — o etanol — e passou por sessões de hemodiálise, conforme os boletins médicos emitidos pela instituição.
O rapper foi internado após apresentar sintomas como visão turva, dores de cabeça e vômitos, que surgiram após uma noite de ingestão de bebidas alcoólicas com amigos. Na entrevista ao Metrópoles, Padilha detalhou o procedimento realizado pela rede pública para investigar o caso.
“Um exame para detecção de metanol já havia sido solicitado pela rede privada, mas o ministério facilitou o acesso a um centro de referência em toxicologia do SUS, que realizou o teste de forma mais célere, descartando a presença da substância. A presença de derivados do metanol, como o ácido fórmico, que pode causar danos ao sistema nervoso central, também foi excluída”, explicou o ministro.