A Justiça paulista decidiu não acatar o pedido de sigilo apresentado pela defesa de Gato Preto em um caso que investiga sua responsabilidade em um acidente envolvendo um carro de luxo. O influenciador enfrenta acusações de tentativa de homicídio.
O que ocorreu
A juíza Fernanda Oliveira Silva argumentou que, por ser uma figura pública, Gato Preto não poderia ter o benefício do segredo. Essa decisão foi confirmada pela equipe do Splash, que consultou o sistema do TJ-SP.
Em contato com a reportagem, a defesa se manifestou, afirmando ter uma interpretação diferente da do tribunal. A advogada Mayara Rodrigues destacou que está trabalhando arduamente para encontrar a melhor solução para a situação.
Recentemente, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público de São Paulo, alterando as acusações contra o influenciador de lesão corporal para tentativa de homicídio. O caso foi transferido da Vara Criminal para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri.
Conforme a promotora Ana Paola Ferrari Ambra, responsável pela solicitação, Gato Preto assumiu o risco de causar a morte de alguém. A promotora reforçou que, de acordo com o laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML), o influenciador estava sob a influência de álcool e drogas no momento da colisão.
O acidente e a prisão
O influenciador digital se envolveu em um acidente de trânsito na manhã do dia 20 de agosto, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o Porsche do influenciador avançou um sinal vermelho em alta velocidade e colidiu violentamente com um HB20, que transportava pai e filho.
Uma das vítimas, um jovem de 20 anos que estava no banco do passageiro, sofreu uma fratura na mandíbula e precisou ser internado. O pai, que dirigia o veículo, relatou em entrevista que, após o acidente, foi ameaçado de forma agressiva por Gato Preto. “Ele disse que ia me bater”, contou a vítima à Globo.
Gato Preto, que estava com a influenciadora Bia Miranda, deixou o local sem prestar ajuda às vítimas. Ele justificou sua fuga citando a presença de pessoas filmando a cena, embora tenha afirmado que inicialmente tentou acolher as vítimas.
Horas depois, Gato Preto foi encontrado e detido em seu apartamento. No local, ele se negou a realizar o teste do bafômetro e foi levado à delegacia, onde acabou sendo liberado posteriormente.




