O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentou uma denúncia contra o influenciador Gabriel Spalone e outros dois indivíduos, imputando-lhes os crimes de furto e formação de quadrilha. O trio é suspeito de ter desviado R$ 146,5 milhões através de transações realizadas via PIX.
O que ocorreu
O MP alega que os três formaram uma organização criminosa organizada e estável, voltada para a prática de delitos financeiros em grande escala. A promotora Michele Demico Camargo ressaltou que as investigações revelaram “a coordenação, o poder econômico e a competência do grupo criminoso”.
A investigação apontou Spalone como o responsável direto pelas transações fraudulentas, realizando transferências até mesmo durante viagens internacionais. Um dos denunciados teria recebido uma parte significativa do montante em contas de empresas vinculadas a ele. O terceiro acusado, por sua vez, recebeu valores desviados tanto em sua conta pessoal quanto nas contas de empresas que lhe pertencem.
O advogado Eduardo Maurício, que defende o influenciador, argumenta que o relatório final da Polícia Civil é “totalmente genérico e carece de indícios ou provas de qualquer crime”. Em entrevista ao Splash, ele também comentou a posição da Promotoria, afirmando que a acusação do Ministério Público não apresenta elementos suficientes para levar à condenação do influenciador. Ele acredita que a única possibilidade é a sua absolvição, a qual será comprovada durante o processo judicial.
Situação da prisão
Gabriel viveu uma reviravolta internacional no último fim de semana. Após ser liberado pelas autoridades do Panamá, ele foi detido novamente poucas horas depois ao chegar em Buenos Aires, na Argentina. A prisão foi organizada pela Polícia Federal, com a colaboração das polícias da Argentina, Panamá, Paraguai, Estados Unidos e da Polícia Civil de São Paulo. Spalone agora aguarda na Argentina os procedimentos para sua extradição ao Brasil.




