A Justiça de São Paulo atendeu ao pedido do Ministério Público (MP-SP) e alterou a imputação contra o influenciador Gato Preto, que antes era de lesão corporal e agora é de tentativa de homicídio, em decorrência de um acidente ocorrido na capital paulista.
A decisão transferiu o caso da Vara Criminal para a Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri, conforme informações divulgadas pelo MP. A promotora Ana Paola Ferrari Ambra, responsável pelo pedido, argumentou que Gato Preto agiu de maneira a colocar vidas em risco. O laudo toxicológico do Instituto Médico Legal (IML) indicou que o influenciador estava sob a influência de álcool e drogas durante o acidente.
O portal Splash tentou contatar a defesa do influenciador para obter mais esclarecimentos.
O acidente ocorreu na manhã do dia 20 de agosto, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Câmeras de segurança registraram o momento em que o Porsche do influenciador passou por um semáforo vermelho em alta velocidade e colidiu violentamente com um HB20, que transportava um pai e seu filho. Um dos ocupantes, um jovem de 20 anos que estava no banco do passageiro, sofreu uma fratura na mandíbula e precisou ser hospitalizado. O pai do jovem relatou que, após o acidente, foi ameaçado de forma agressiva por Gato Preto. “Ele disse que ia me bater”, contou a vítima em entrevista à Globo.
Após o acidente, Gato Preto, que estava acompanhado da influenciadora Bia Miranda, deixou o local sem prestar ajuda às vítimas, justificando sua fuga pela presença de pessoas filmando a cena, embora tenha alegado ter tentado ajudar inicialmente. Horas mais tarde, ele foi encontrado e preso em seu apartamento, onde se recusou a realizar o teste do bafômetro e foi levado à delegacia, sendo posteriormente liberado.