Maria Luiza Bruffato, uma empresária de 64 anos, participou da quinta temporada de “Casamento às Cegas” (Netflix) em busca de um amor, mas acabou conquistando a audiência do programa. Com seu jeito bem-humorado e eloquente, mesmo sem encontrar um parceiro, ela se tornou a comentarista oficial do reality, compartilhando análises divertidas sobre a dinâmica entre os participantes, o que lhe rendeu a simpatia do público e um crescimento em sua popularidade.
Em uma conversa com a coluna, Maria Luiza compartilhou suas impressões sobre sua jornada no “Casamento às Cegas 50+”.
Qual tem sido a reação ao programa? Você não encontrou um amor entre os 15 concorrentes, mas está recebendo muitas abordagens? Surgiram novos pretendentes?
A repercussão tem sido incrível! Estou recebendo muito carinho das pessoas, me chamam de diva, maravilhosa, hilária, divertida, insubstituível, só elogios. No entanto, quanto a pretendentes, ainda não apareceu ninguém.
E nenhum candidato se manifestou?
Ah, sim, alguns jovens têm se aproximado. Os rapazes mais novos, mas não é isso que estou buscando.
Quais as idades deles?
Vinte e cinco, trinta anos, a idade dos meus filhos.
Você não se vê como uma Odete Roitman da vida real…
De fato, não me identifico com isso. Não tenho nada contra, mas estamos em momentos diferentes da vida. Neste momento, busco estabilidade emocional, financeira e profissional, que me permita viajar e aproveitar a vida. Não quero começar algo com alguém que está apenas começando sua carreira.
Como você decidiu participar do programa?
Tive um casamento muito bom, e essa é a minha referência. Para mim, um relacionamento era baseado na experiência que vivi. Ao olhar para o mundo fora dessa perspectiva, percebi que muitas mulheres aceitam situações que não as agradam apenas para não estarem sozinhas, pois todos nós desejamos ter alguém ao nosso lado. Como trabalho em home office, a conexão com pessoas é mais complicada. Além disso, mudei de Porto Alegre para São Paulo em uma fase mais avançada da vida, o que dificulta fazer novas amizades. Tentei os aplicativos de relacionamento, mas foi uma verdadeira dor de cabeça! Quando alguém dá match, a primeira mensagem costuma ser um simples “Oi”. Como assim “Oi”? Poderiam dizer algo mais interessante, como “sua foto é linda!”. Então, desisti dos apps até que surgiu a oportunidade do casamento às cegas.
Malu, você percebeu que os homens, mesmo com mais de 50 anos, foram um pouco preconceituosos com as participantes?
Não sei se isso se chama etarismo, mas é um fato que homens tendem a preferir mulheres mais jovens. É cultural. Que homem de 50 anos, em sã consciência, escolheria uma mulher de 60? Eles têm opções de 35, 38, 40, 43 anos. O que me surpreendeu é que, mesmo em um programa onde se prioriza a conversa e o conteúdo, a idade era uma informação importante para eles. Eu me preparei para que meu “pitch” falasse tudo sobre mim, menos a idade. Conversei com todos os candidatos, e no final, todos perguntavam: “Você não mencionou sua idade”. Portanto, para os homens, saber a idade é essencial.
Malu, o destaque que você teve, mesmo não sendo uma das noivas, demonstra sua habilidade de comunicação. Você considera seguir uma carreira paralela nas redes sociais como influenciadora?
Estou gostando tanto de me comunicar, está fluindo de uma maneira tão agradável que agora entendo o que as pessoas dizem sobre trabalhar com algo que você ama. Minha trajetória foi toda no mundo corporativo e empresarial, sempre enfrentando desafios. Agora, essa nova possibilidade de comunicação é algo que estou considerando, não apenas nas redes sociais, pois não tenho paciência para mostrar meu dia a dia, como ir à academia ou o que como.