Jojo Todynho, de 34 anos, participa hoje (18) de sua primeira audiência em um processo movido pelo PT.
O que ocorreu
O Partido dos Trabalhadores apresentou uma queixa-crime após a artista declarar, sem fornecer evidências, que recebeu uma proposta de R$ 1,5 milhão para apoiar a candidatura de Lula nas eleições de 2022. Na última segunda-feira (15), a Justiça do Rio de Janeiro autorizou que a audiência ocorra por videoconferência.
Jojo comentou de forma irônica sobre a divulgação da data: “Preciso preparar o look, porque tenho que estar linda, com certeza. Preciso estar maravilhosa”, escreveu em seu Instagram.
Contexto da ação
O caso teve origem em uma entrevista de Jojo no podcast “Conversa Paralela”, do Brasil Paralelo. Segundo a cantora, a proposta foi feita por telefone, buscando evitar qualquer registro, e posteriormente formalizada durante um almoço. “Me ofereceram R$ 1,5 milhão para fazer campanha quando Lula se candidatou à presidência; […] Para muitos, todos os artistas que se envolveram na política ganharam dinheiro”, afirmou Jojo, que disse ter recusado a oferta. As declarações geraram grande repercussão nas redes sociais, alcançando mais de três milhões de visualizações somente no Instagram do podcast.
Argumentos do PT
O PT alega que as declarações da influenciadora constituem um “ataque infundado” ao partido. Os advogados da legenda argumentam que Jojo associou diretamente a agremiação a uma conduta “socialmente reprovável” sem apresentar nenhuma prova. O partido ressalta que tal prática poderia ser facilmente identificada pelos órgãos de controle e destaca que as contas da campanha de 2022 foram aprovadas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sem qualquer indício de irregularidades.
A queixa-crime acusa Jojo de difamação, com o PT afirmando que, mesmo sendo uma pessoa jurídica, pode ser alvo desse crime, uma vez que possui “honra objetiva” e uma reputação a proteger na sociedade. O partido solicita a condenação nas penas máximas previstas pela legislação.