Diversas organizações de Hollywood criticaram a administração da Casa Branca por atacar a liberdade de expressão, após a ABC ter decidido suspender o programa de Jimmy Kimmel, em resposta a ameaças regulatórias do governo de Donald Trump. O apoio ao comediante surgiu após suas declarações sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk.
O que ocorreu: Sindicatos que representam roteiristas e atores afirmaram que essa ação equivale a um ataque aos direitos de liberdade de expressão garantidos pela Constituição, defendendo que a ABC não deveria ter se submetido à pressão governamental. A suspensão do programa de Kimmel reflete a crescente repressão a figuras da mídia, acadêmicos, professores e funcionários de empresas, especialmente após o assassinato do ativista de 31 anos em Utah, há uma semana.
“Embora possa ser doloroso às vezes, concordamos em respeitar a liberdade de discordar. É lamentável que alguns membros do governo se esqueçam dessa verdade essencial. Nossos empregadores se beneficiam de nossas palavras; silenciá-las empobrece a sociedade como um todo”, afirmaram os sindicatos dos Roteiristas da América West e East. O SAG-AFTRA, que representa os atores, também condenou a suspensão, alegando que “a decisão de interromper a transmissão do Jimmy Kimmel Live! é uma forma de censura e retaliação que ameaça as liberdades de todos”. O ator Ben Stiller expressou sua desaprovação no Twitter, afirmando “isso não está certo”.
O presidente Trump já havia ameaçado diversas vezes retirar as licenças de emissoras e pressionado as redes a interromperem a exibição de conteúdos que considera controversos. Ele também manifestou seu descontentamento com a mídia impressa, processando o New York Times por difamação em um caso que envolve 15 bilhões de dólares. Na quarta-feira (17), Brendan Carr, presidente da Comissão Federal de Comunicações, pediu às emissoras locais que deixassem de transmitir o programa. Jimmy Kimmel, que frequentemente critica Trump em seu programa de comédia, ainda não se pronunciou sobre o assunto.