Luísa Sonza recentemente voltou a apresentar uma de suas canções mais marcantes: “Chico”. Esta música, que foi escrita em homenagem a seu ex-parceiro Chico Moedas, havia se tornado um símbolo de dor após o término do relacionamento. Naquela época, a artista chegou a remover o nome do ex-namorado dos versos e, por um tempo, evitou tocar a canção em seus shows. No entanto, agora ela afirma que a distância em relação a esse episódio permitiu que ela adotasse uma nova perspectiva.
“Com o passar do tempo, tudo se torna mais leve. Sinto que não levo mais as coisas tão a sério, e isso traz uma sensação de leveza e beleza às experiências. O tempo realmente transforma a maneira como enxergamos as situações”, compartilhou.
O retorno à canção contrasta com a primeira vez em que a apresentou, em 2023, com seu então namorado na plateia. Meses depois, Luísa revelou publicamente que havia sido traída em um bar no Rio de Janeiro, fazendo da música um retrato de sua frustração. Hoje, porém, Luísa expressa que conseguiu ressignificar a canção, integrando-a à sua narrativa de crescimento pessoal e artístico.
Essa mudança também se reflete em como ela avalia outras fases de sua carreira. Durante sua infância, Luísa fez parte de uma banda de música gaúcha por dez anos, um período que ela considera desafiador. “Lembro de apresentações que fiz quando era mais nova e que detestava porque achava que não estava boa. O meu chefe na banda era extremamente exigente, e eu sempre me sentia péssima”, relembrou.
As críticas que recebeu nesse início de carreira serviram como base para como lida com a opinião pública. “Olha, para mim, os haters não representam nada em comparação ao que meu chefe fazia, só para deixar claro. Nunca falei muito sobre isso, mas foi uma fase difícil. Eu evitava olhar para o meu passado. E antes de seguir carreira solo, isso era ainda mais complicado”, afirmou.
Atualmente, Luísa encara essas lembranças com uma nova maturidade e leveza. “Hoje, consigo olhar para o passado e pensar: ‘Nossa, você cantava muito bem, garota!’ E essas músicas… agora vejo tudo com um olhar mais divertido. É uma percepção de evolução, naturalidade e sem tanto julgamento. É curioso, não é? E assim me sinto”, finalizou.