Bela Gil revelou que discutiu com sua irmã, Preta Gil, a possibilidade de ser barriga solidária, já que Preta desejava ter outro filho, além de Francisco Gil, mas enfrentava dificuldades para engravidar. “Tem uma lembrança especial que guardo com carinho. Em um determinado momento, minha irmã expressou o desejo de ter mais um filho e começou a congelar óvulos. No entanto, por questões de saúde, ela não poderia engravidar ou a gestação seria arriscada, algo assim. Nós conversávamos bastante, e ela sempre foi aberta sobre suas preocupações, especialmente com a família”, compartilhou a apresentadora durante o programa “Saia Justa” desta semana.
Bela contou que se dispôs a ajudar, mas não tinha conhecimento das legislações brasileiras sobre o tema. “Eu comentei: ‘Mas eu poderia engravidar por você!’ E ela me respondeu: ‘Sério? Você faria isso?’. Eu disse: ‘Claro!’ Mas então percebi que não sabia se isso era permitido aqui no Brasil. Sei que nos Estados Unidos a gestação de aluguel é legal e até um mercado estabelecido”, destacou.
A apresentadora explicou que Preta esclareceu que, no Brasil, essa prática é permitida desde que não haja compensação financeira e que seja realizada entre parentes até o quarto grau ou casais homoafetivos, entre outras situações previstas na lei. “Recordo que a gente sempre falava sobre isso. Mas a vida tem seus próprios caminhos. E sim, eu seria o forno”, finalizou.
Preta Gil faleceu em 20 de julho, aos 50 anos, devido a complicações de um câncer no intestino. Filha de Gilberto Gil e da empresária Sandra Gadelha, ela estava nos Estados Unidos realizando tratamentos experimentais contra a doença, diagnosticada em janeiro de 2023. O velório ocorreu no dia 25, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, aberto ao público, conforme seu desejo. Após a cerimônia, um cortejo percorreu as ruas do Centro, passando pelo Circuito Preta Gil, até o Cemitério da Penitência, onde aconteceu uma despedida íntima para amigos e familiares, seguida da cremação.