O artista japonês Kenshin Kamimura foi declarado culpado por um tribunal em Hong Kong, na quarta-feira, por agressão indecente contra uma mulher que atuou como sua intérprete durante um evento com fãs em março. Kamimura, de 26 anos, que anteriormente fez parte da boy band One N’ Only, havia se declarado inocente em abril e optou por não prestar depoimento durante o julgamento realizado em julho.
O juiz Peter Yu destacou que a conduta de Kamimura evidenciou desrespeito pelas mulheres, ressaltando que seus toques tinham uma conotação sexual. “Esse tipo de comportamento deve ser reprovado”, afirmou Yu, impondo uma multa de US$ 1.923, após o advogado do cantor solicitar uma sanção financeira em vez de pena de prisão.
Ao ouvir a decisão, Kamimura abraçou seu tradutor no tribunal, enquanto alguns fãs na plateia demonstravam emoção. Muitos outros aguardavam do lado de fora após a audiência. O cantor deixou o tribunal sem fazer declarações.
A vítima, identificada apenas como X, declarou em julho que foi contratada por Kamimura e pelo ator Junsei Motojima para traduzir durante um encontro de fãs em Hong Kong no dia 1º de março. O grupo também participou de um jantar comemorativo em um restaurante localizado no distrito de Mong Kok.
X relatou ao tribunal que Kamimura se aproximou para sentar ao seu lado durante um brinde e começou a acariciar e tocar repetidamente sua coxa, sugerindo que fossem juntos ao banheiro. Ele questionou se ela entendia suas intenções em chinês e japonês, ao que ela respondeu que não.
Ela afirmou que, ao se afastar para pegar um chá, Kamimura bloqueou seu caminho e insistiu para que saíssem juntos. Após retornar ao seu assento, Kamimura se aproximou novamente, pediu desculpas e sugeriu que ela esquecesse o que havia ocorrido, além de questionar sobre seu relacionamento e planos de casamento.
Kamimura então tocou novamente a parte interna da coxa de X com a mão, a qual se encolheu em resposta, mas ele repetiu o gesto várias vezes. O advogado de Kamimura, durante a defesa, argumentou que seu cliente não tinha a intenção de intimidar ou ameaçar, sugerindo que o consumo de álcool pode ter influenciado seu comportamento.
O juiz também mencionou que Kamimura já pagou um alto preço pela situação, sendo demitido imediatamente por sua gravadora e tendo que deixar a banda.