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Ministério Público acusa Oruam de corrupção ativa e direção perigosa sem carteira de habilitação

Imagem: Reprodução/Band

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou uma denúncia contra Oruam, de 25 anos, por corrupção ativa e direção perigosa, uma vez que sua habilitação está suspensa. O rapper permanece detido desde o dia 22 de julho.

Contexto do Caso
A denúncia foi formalizada hoje pelo MP, que requisitou medidas cautelares, incluindo a proibição do uso de redes sociais durante o processo e a suspensão judicial do direito de dirigir. A informação foi confirmada pelo MP à plataforma Splash, e a denúncia foi protocolada pela Promotoria de Justiça na 37ª Vara Criminal da Capital.

De acordo com as acusações, Oruam teria realizado uma manobra arriscada conhecida como “cavalo de pau” em uma via pública, especificamente no dia 20 de fevereiro de 2025, na Avenida do Pepê, na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele estava dirigindo sem habilitação e realizando a manobra para um grupo de admiradores.

O artista também teria confessado ter oferecido uma vantagem indevida a um policial militar, com um vídeo de sua declaração circulando nas redes sociais. O rapper mencionou que desejava contratar o policial como seu segurança caso enfrentasse punições por ter tirado uma foto com ele.

Esta nova denúncia se junta a outras acusações já existentes contra Oruam. Além das gravações que documentam suas ações, o MP-RJ destaca que o réu já é acusado em outro processo por tentativa de homicídio contra agentes de segurança pública e possui um histórico criminal relacionado ao tráfico de drogas.

A equipe de reportagem da Splash está tentando entrar em contato com a defesa de Oruam e a matéria será atualizada caso a equipe do artista se pronuncie sobre as alegações.

Desdobramentos do Caso
Na madrugada do dia 22 de julho, policiais da Delegacia de Repressão a Entorpecentes estavam cumprindo um mandado de busca e apreensão contra um menor suspeito de tráfico que se encontrava na residência de Oruam. Após a prisão do jovem, o cantor e outras sete pessoas se dirigiram à varanda de sua casa e lançaram pedras contra os policiais, que precisaram se abrigar em sua viatura.

O Ministério Público ofereceu a denúncia de tentativa de homicídio, argumentando que Oruam e os demais envolvidos agiram “assumindo o risco de matar os agentes”. Além dos atos de violência, o cantor fez publicações nas redes sociais incitando a agressão contra a polícia e desafiando a presença dos agentes no Complexo da Penha.

Após a operação policial, Oruam ficou foragido por algumas horas, mas acabou se entregando. “Eu cometi um erro. Peço desculpas a todos, vou mostrar que não sou um criminoso. Vou superar isso e vencer com minha música. Ontem, estava muito agitado com toda a situação. Quero dizer a meus fãs que eu os amo muito”, declarou ele na ocasião.

Além da tentativa de homicídio, Oruam enfrenta acusações de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal.

A defesa do rapper destaca que ele foi inicialmente acusado de tráfico de drogas e associação para o tráfico, mas essa acusação foi reclassificada para tentativa de homicídio. Os advogados de Oruam consideram essa mudança uma estratégia jurídica sem fundamento.

De acordo com a análise da defesa, a prisão é baseada em “alegações frágeis e artificiais”, o que reforça a ideia de que Oruam está sendo alvo de uma perseguição. “É evidente que a motivação é midiática e não se sustenta em evidências concretas e técnicas”.

Os advogados também afirmam que “em nenhum momento” houve risco à integridade física dos policiais. “Além disso, a conduta dos agentes demonstra que não havia um perigo real de morte. Caso contrário, não teriam agredido fisicamente o grupo, não teriam entrado na residência do cantor e causado danos materiais a seus pertences, como roupas e móveis, além de ofensas e ameaças com armas de fogo, evidenciando a ausência de um risco iminente de morte ou ferimentos graves”.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade