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Oruam é transferido para cela comum, mas permanece isolado de líderes de facções

Imagem: Reprodução/Band

O músico Oruam, de 30 anos, foi realocado para uma cela coletiva após a manutenção de sua prisão pela Justiça na última segunda-feira (4). Ele participou de uma nova audiência de custódia no Rio de Janeiro.

A situação
O artista continua sob custódia na Penitenciária Dr. Serrano Neves, popularmente conhecida como Bangu. De acordo com uma nota oficial da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP), “O interno foi transferido, desde a semana passada, para uma cela coletiva. Essa alocação segue os critérios estipulados pela administração prisional e é um procedimento padrão, implementado após uma avaliação técnica da unidade.”

Oruam se encontra na Bangu 3, uma unidade que, segundo a SEAP, não abriga líderes de facções criminosas. A nota esclareceu que “as principais lideranças estão custodiadas em uma unidade distinta, a Penitenciária Gabriel Ferreira de Castilho (Bangu 3 B). Ambas as unidades são separadas, possuindo estruturas e gestões próprias.”

O mandado de prisão de Oruam permanece válido e a decisão que o originou não foi revogada, conforme as conclusões apresentadas após a audiência, divulgadas pelo TJ-RJ e repassadas à imprensa na segunda-feira (4).

Contexto do caso
Na madrugada de 22 de julho, agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes cumpriram um mandado de busca e apreensão em relação a um menor suspeito de tráfico, que estaria na residência de Oruam. Após a prisão do jovem, o cantor e outras sete pessoas foram para a sacada da casa e atacaram os policiais com pedras, obrigando-os a se proteger em sua viatura.

O Ministério Público apresentou uma denúncia por tentativa de homicídio, alegando que Oruam e os demais implicados “assumiram o risco de matar os agentes”. Além das agressões, o cantor utilizou suas redes sociais para incitar a violência contra a polícia e desafiou a presença dos agentes no Complexo da Penha.

Após a operação policial, Oruam ficou algumas horas foragido, mas acabou se entregando. “Eu errei. Peço desculpas a todos, vou mostrar que não sou bandido. Vou superar isso e vencer com minha música. Ontem, estava muito nervoso com tudo o que aconteceu. Quero dizer aos meus fãs que amo muito vocês”, afirmou na ocasião.

Além da tentativa de homicídio, Oruam enfrenta acusações de tráfico de drogas, associação ao tráfico, resistência qualificada, desacato, dano qualificado, ameaça e lesão corporal. A defesa destaca que, inicialmente, ele foi acusado de tráfico e associação para o tráfico, mas a acusação foi reclassificada para tentativa de homicídio, o que, segundo seus advogados, parece ser uma manobra jurídica sem fundamento.

A defesa argumenta que a detenção é baseada em “alegações frágeis e artificiais” e reflete a narrativa de perseguição a Oruam, “claramente motivada por interesses midiáticos e não por aspectos concretos e técnicos”.

Os advogados ainda enfatizam que “em nenhum momento” a integridade física dos agentes foi ameaçada. “Além disso, a conduta dos policiais demonstra que, naquele momento, não havia risco real de morte. Se houvesse, eles não teriam agredido fisicamente o grupo ou invadido a casa do cantor, causando danos a objetos pessoais e proferindo xingamentos, evidenciando que não havia perigo iminente de morte ou ferimentos graves.”

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade