Marlon Brandon Coelho, conhecido como MC Poze, expressou sua indignação nas redes sociais nesta quinta-feira (31/7), em resposta à denúncia feita pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que solicitou sua prisão. Além dele, outras nove pessoas enfrentam acusações de tortura e extorsão mediante sequestro relacionadas ao ex-empresário do artista, Renato Medeiros, em 2023.
“Não tenho um dia de paz, meu Deus do céu, eu não mereço isso. Eu só quero viver tranquilamente”, compartilhou o marido de Vivi Noronha em seus stories. O cantor também alterou sua foto de perfil para incluir a frase: “MC não é bandido”, em apoio ao colega Oruam, que se encontra detido.
Fernando Henrique Cardoso, advogado de Poze, divulgou uma declaração sobre a situação: “Desde o início da investigação, tanto o Ministério Público quanto o Poder Judiciário consideraram desnecessária a decretação de prisão. Medidas cautelares foram estabelecidas e têm sido seguidas rigorosamente nos últimos 30 meses, sem qualquer violação.”
Ele acrescentou: “O pedido, feito pela delegacia e por outro promotor, 30 meses após o cumprimento das cautelares, carece de fundamentos sólidos e contemporâneos. Marlon continua a respeitar todas as determinações do Poder Judiciário e, no decorrer do processo, provará sua inocência.”
Conforme a acusação, Poze e os demais teriam agido em conjunto para agredir Renato e forçá-lo a confessar o furto de uma joia do funkeiro — uma alegação que ainda não foi comprovada. As investigações da 42ª DP (Recreio) revelam que Renato foi severamente agredido com socos, chutes, queimaduras de cigarro e golpes com um objeto improvisado feito de madeira com pregos. Ele teria ficado sob a posse do grupo por pelo menos uma hora e meia. Em entrevista ao g1, Renato relatou ter sido queimado na orelha com um cigarro.
Em junho, MC Poze foi detido por cinco dias e também é alvo de outra investigação, ligada à apologia ao crime e suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.