O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) apresentou uma denúncia contra MC Poze do Rodo e mais nove indivíduos, solicitando a prisão deles sob a alegação de tortura e extorsão mediante sequestro. As acusações estão ligadas a um incidente que ocorreu em 2023, no qual o ex-empresário do artista, Renato Medeiros, teria sido submetido a agressões físicas e forçado a confessar um suposto furto de uma joia.
O caso rapidamente ganhou destaque na mídia, especialmente após a divulgação de vídeos do incidente nas redes sociais, o que gerou ampla discussão sobre a utilização da violência como forma de “justiça” privada. O MPRJ também requisitou a detenção de outros seis suspeitos relacionados ao caso.
Segundo a denúncia, Poze e seus comparsas teriam agido em conjunto para agredir Renato. As investigações conduzidas pela 42ª Delegacia de Polícia (Recreio) revelaram que a vítima foi alvo de socos, chutes e queimaduras de cigarro, além de ter sido atacada com uma arma caseira feita de madeira e pregos.
Rodrigo Castanheira, advogado de Renato, declarou que a denúncia se fundamenta em “elementos concretos” obtidos durante a investigação. Na época dos eventos, o funkeiro rejeitou as acusações e alegou que o ex-empresário o havia roubado. O cantor também se manifestou sobre a situação em suas redes sociais, expressando seu descontentamento: “Não tenho um dia de paz, meu Deus do céu, eu não mereço isso. Eu só quero viver em paz.”