Aviso: o texto a seguir contém temas delicados que podem ser desencadeadores de lembranças relacionadas a abuso sexual, violência contra a mulher e violência doméstica. Se você ou alguém que conhece é vítima desse tipo de violência, busque apoio e faça uma denúncia. Ligue para o 180.
Neste domingo (27/7), Gabriela Pugliesi utilizou suas redes sociais para falar sobre uma experiência traumática de abuso sexual que viveu na infância, perpetrada pelo pai de uma amiga. A influenciadora revelou que enfrentou “eventos traumáticos” ao longo de sua vida, os quais influenciaram a dinâmica de sua própria família.
“Quando eu tinha cerca de 7 ou 8 anos, fui vítima de abuso por parte do pai de uma amiga. Cresci sem a presença do meu pai. Hoje, compreendo que durante minha infância e adolescência passei por diversas situações traumáticas, incluindo abuso psicológico no ambiente de trabalho. Nunca tinha falado abertamente sobre isso, pois não possuía a perspectiva que tenho atualmente sobre essa temática”, explicou ela em um vídeo postado no Instagram.
Gabriela compartilhou que, por muito tempo, não se sentiu digna de construir uma família: “Quem me vê hoje, com uma família estruturada e um estilo de vida saudável, nem imagina que, por muito tempo, realizar isso que vivo parecia quase impossível. Inclusive, quando comecei a conquistar o que tenho agora, não me sentia merecedora, pois minha criança interior carregou por muito tempo a culpa por várias situações ruins, fazendo com que, na minha mente adulta, eu achasse que estava destinada a repetir essa história eternamente”, afirmou, sendo mãe de dois filhos com seu marido, Túlio Dek.
A influenciadora encontrou uma forma de superar seus traumas por meio de um exercício terapêutico, onde escreveu uma carta para si mesma, narrando suas experiências difíceis: “Foi muito marcante escrever ‘Você não é culpada, você é protegida’. Ao realizar esse exercício, senti como se um peso tivesse sido retirado das minhas costas. Compreendi que permanecer na dor era uma escolha e que não poderia permitir que as pessoas que me feriram definissem quem eu iria me tornar”, recordou.
“Comecei a me reconstruir gradualmente, dia após dia. Aprendi ao longo dos anos que não temos controle sobre o que nos acontece, mas podemos e devemos controlar nossas reações. Acima de tudo, a paz interior surge quando assumimos a responsabilidade pela nossa própria cura, e o perdão, por mais desafiador que seja, é mais sobre nós do que sobre os outros. Já estive no fundo do poço, mas decidi que não ficaria lá para sempre […] você não é definida pela sua dor nem pelas ações dos outros. Nós temos o poder de escolher o que fazer com isso daqui para frente”, finalizou Gabriela.