Na última quinta-feira (24/7), a Polícia Técnico-Científica divulgou o laudo pericial que esclarece a causa do falecimento da jovem atriz Millena Brandão, que perdeu a vida aos 11 anos no início de março de 2025. O documento aponta que um abscesso cerebral foi o responsável pelo óbito da criança. As informações foram divulgadas pelo g1.
“O laudo, após uma análise minuciosa de todos os elementos, determinou que a causa médica do falecimento foi um abscesso cerebral”, diz um trecho do relatório. De acordo com especialistas consultados pelo g1, o abscesso é uma infecção na região cerebral que provoca inflamação e pode resultar na formação de pus. Essa condição pode ser gerada por bactérias, fungos ou outros microrganismos.
Embora o laudo tenha esclarecido a causa da morte, ele não revelou o que originou o abscesso na menina. O documento será anexado ao inquérito da Polícia Civil, que continua a investigar as circunstâncias e possíveis responsabilidades relacionadas à morte. Na tarde de sexta-feira (25/7), os pais de Millena, Thays e Luiz Brandão, devem comparecer ao 101º Distrito Policial (DP), localizado no Jardim das Imbuias, em São Paulo.
O casal apresentará mais documentos médicos da filha e prestará depoimentos. Eles, junto com o advogado Antônio Carlos Geraldes Neto, acreditam que houve negligência por parte dos profissionais de saúde que atenderam a jovem, já que não foram realizados exames que poderiam ter diagnosticado o abscesso cerebral, além de um atendimento inadequado que não conseguiu salvar sua vida.
“Levarei todos os documentos disponíveis para acelerar a investigação. Queremos que a polícia analise se houve negligência médica”, afirmou o advogado da família ao g1. A investigação policial sobre a morte de Millena ainda está em andamento, buscando identificar falhas no atendimento e a real causa do falecimento. As secretarias municipal e estadual de Saúde também estão investigando se houve irregularidades por parte das equipes médicas envolvidas.
Millena apresentou fortes dores de cabeça dois dias antes de seu falecimento. Este sintoma é compatível com o diagnóstico de abscesso cerebral. Ela também desmaiou e foi atendida em três unidades de saúde (uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) municipal e dois hospitais estaduais), onde enfrentou 13 paradas cardíacas. Durante o período de internação, nenhum médico conseguiu identificar a gravidade de seu estado.
No último hospital em que foi internada, foi confirmada a morte cerebral, mas nenhum médico conseguiu explicar a causa do óbito. Um exame revelou uma mancha no cérebro, sem especificar sua natureza. Embora a dengue tenha sido inicialmente considerada como uma possibilidade, foi rapidamente descartada. Exames também indicaram a presença de uma infecção urinária e a possibilidade de um tumor cerebral. Millena faleceu no dia 2 de maio e foi sepultada dois dias depois em um cemitério na Zona Sul.