Thiago Gagliasso, de 36 anos, utilizou suas redes sociais para alfinetar seu irmão, Bruno Gagliasso, de 43 anos, após o ator compartilhar um meme relacionado à decisão que obrigou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a usar tornozeleira eletrônica. “A turma que fala da Amazônia em chamas voltou a discutir política, quem diria… Pensei que nem morasse mais aqui nesse país autoritário e sem liberdade de expressão. Bolsonaro realmente tem o poder de fazer milagres, até quem não se importava mais com o Brasil voltou a se manifestar”, afirmou Thiago.
O que ocorreu foi que Bruno Gagliasso repostou uma imagem de tornozeleiras eletrônicas mais cedo, e embora não tenha feito comentários, Thiago interpretou isso como uma provocação, especialmente após a obrigatoriedade do uso do dispositivo por Bolsonaro. “E olha quem decidiu falar de política novamente… Estava sumido, rapaz”, iniciou Thiago em um vídeo, destacando o nome do irmão. Ele sugeriu que Bruno deveria estar ocupado apagando incêndios na Amazônia ou buscando “o dinheiro do INSS que os idosos perderam por conta do governo que ele ajudou a eleger”. “Mas é bom que ele voltou a se manifestar, principalmente sobre liberdade de expressão”, acrescentou.
Thiago recordou um desentendimento entre os irmãos em 2018, onde Bruno o acusou de apoiar um ditador que ameaçava a liberdade de expressão. “Como um pai conservador, ele deveria se preocupar ao saber que um pai, seja Bolsonaro ou qualquer outro, está impedido pelo STF de se comunicar com seu próprio filho. Mas como a vida é cheia de surpresas! Ontem, eu era o apoiador de um ditador e agora é você que apoia uma ditadura. Que situação lamentável!”
As divergências políticas entre os irmãos tornaram-se públicas em 2018, quando Thiago começou a criticar a mídia e a televisão. A esposa de Bruno, a atriz Giovanna Ewbank, respondeu a Thiago nas redes sociais, defendendo que o ator ajudava financeiramente o irmão mais novo. Thiago continuou a criticar o casal online, mas Bruno e Giovanna optaram pelo silêncio até 2022. Nesse ano, Bruno comentou sobre a situação em um podcast da esposa, afirmando que “não foi por causa de política, mas porque eu e minha mulher fomos expostos de uma maneira que não desejávamos”.
“Temos visões políticas distintas. Hoje, a política está intrinsecamente ligada à moral. Para mim, apoiar essa pessoa é não ter nenhum tipo de escrúpulo. Por isso, não vejo possibilidade de retomar o contato com meu irmão ou conviver com ele. Prefiro guardar as lembranças de quando ele tinha 7, 10, 15 anos… Não me sinto culpado, apenas sinto dor… Por não poder ter uma convivência respeitosa e carinhosa com o filho dele”, desabafou Bruno Gagliasso.