A última vez que Tania Khalill esteve em uma novela foi em “Joia Rara” (Globo), em 2013. Desde então, a atriz se estabeleceu nos Estados Unidos, onde priorizou a criação de suas filhas, Isabella, de 18 anos, e Laura, de 14. Tania considera retornar ao Brasil para atuar, mas não necessariamente em novelas. Em entrevista ao gshow, ela revelou que recebeu propostas, mas a rotina intensa das novelas não se alinha com suas responsabilidades como mãe. “Consigo voltar e participar de séries ou projetos menores”, afirma.
Em Nova York, ela atuou em produções como “Mrs. Fletcher” e “Bridecon”. “Fui conseguindo espaço lá. Em Nova York, fiz algumas participações, mas na Flórida as oportunidades são mais escassas.”
A atriz compartilha que, apesar de sua decisão de se mudar, a adaptação a um novo país não foi simples. “Não escolhemos mudar e pensamos que será fácil. Sempre fui uma pessoa que lutou muito e estudei para atuar em novelas, não foi algo que aconteceu por acaso. Comecei a dançar balé aos seis anos, e minha trajetória na arte sempre exigiu muita dedicação. De repente, perder esse aspecto da minha vida foi desafiador e doloroso.”
Tania nunca tirou licença-maternidade para cuidar de suas filhas, sempre conciliando trabalho e a vida familiar, morando em São Paulo e gravando no Rio. Sua mudança para os Estados Unidos foi motivada pelo desejo de estar mais próxima delas, uma convivência que muitas vezes o trabalho não permitiu, uma escolha que ela fez.
Com formação em psicologia, Tania também desenvolve um projeto voltado para mulheres acima dos 40 anos, que combina teatro com novas formações. “Esse trabalho tem sido uma forma de honrar meu desejo de proporcionar às mulheres a experiência transformadora que o palco oferece, especialmente para aquelas que estão se reinventando e buscando olhar para dentro. Esse tempo tem servido como meu laboratório, já que a arte possui um poder de transformação imenso.”
O curso que ela oferece é uma experiência de aprendizado prático, focado em ser um agente de mudança, ajudando as participantes a se reconectarem com sua autenticidade, superando condicionamentos e descobrindo novas formas de se expressar na maturidade.