Depois que o site LeoDias divulgou novos detalhes sobre o processo que envolve Lexa e MC Guimê, no qual ambos são cobrados por uma dívida de R$ 3 milhões decorrente da aquisição de uma mansão, a cantora utilizou suas redes sociais na última segunda-feira (7/7) para compartilhar sua perspectiva sobre a situação legal. “Nunca participei desse processo, exceto na hora de ser cobrada”, revelou.
“Já me manifestei sobre isso, é exaustivo. Isso precisa ser resolvido na esfera judicial e não aqui no Instagram. É cansativo ter que falar sobre isso repetidamente, mas para deixar claro mais uma vez: fiz tentativas de acordo, busquei dividir para quitar a dívida e me livrar dela, mas nunca consegui chegar a um entendimento”, continuou a artista em seus stories.
O litígio em questão refere-se a uma dívida de R$ 777 mil, que atualmente é avaliada em R$ 3.078.360,18, relacionada a uma propriedade em Alphaville, Barueri (SP), adquirida por MC Guimê em 2016, durante o período em que era casado com Lexa.
MC Guimê foi sentenciado em primeira instância a cancelar o contrato e a indenizar pelo tempo que permaneceu inadimplente no imóvel. O cantor recorreu, mas a decisão foi confirmada em segunda instância. Após o término do relacionamento, a Justiça de São Paulo reconheceu Lexa como parte ré do processo em 2023, devido à união universal de bens que mantinha com o artista.
“Já tentei me desvincular dessa situação, paguei outras contas sozinha. Parece que não sou bem-intencionada, mas já fiz várias tentativas para resolver. Para vocês terem uma ideia, nem conheço essas pessoas, mas continuo tentando, é exaustivo”, declarou a futura Madrinha das Dragões da Fiel, que também mencionou negociações anteriores com os autores da ação.
“Certa vez, conseguimos um acordo, mas no dia seguinte eles voltaram atrás e pediram um valor muito maior. Tenho como comprovar todas as minhas tentativas de resolver essa dívida”, acrescentou a cantora.
Em uma nota enviada ao portal LeoDias, a equipe legal de Lexa esclareceu que, apesar de um pedido da parte autora para avaliar o patrimônio musical da artista, ainda não existe uma decisão judicial que autorize a penhora de seus direitos autorais, e que a ação se referiria apenas a “créditos não vinculados diretamente à artista Lexa”.
“Esclarecemos que até o momento não houve qualquer determinação judicial que permita a penhora de direitos autorais, plataformas digitais, gravadoras ou uso de imagem da artista. As solicitações mencionadas foram feitas exclusivamente pela parte contrária e não foram aceitas pelo juiz responsável pelo caso”, afirmaram.
“A última decisão do juiz de origem diz respeito apenas à penhora sobre valores devidos a terceiros (Michel Eduardo Silva), resultantes de ações autônomas de natureza trabalhista e alimentar, que não estão diretamente ligados à artista Lexa. Portanto, qualquer afirmação de que houve uma ordem judicial para bloquear as receitas da cantora é absolutamente falsa e distorcida da realidade processual”, reiteraram.
Por fim, a defesa argumentou que Lexa está enfrentando uma “tentativa de distorção de sua imagem” por parte de envolvidos no processo que buscam tirar proveito da visibilidade da cantora. “Infelizmente, observa-se uma tentativa de denegrir a imagem da artista por aqueles que, contraditoriamente, também possuem dívidas significativas com outros credores, como demonstrado nos autos. Essas dívidas, inclusive, levaram à inclusão de outros credores no mesmo processo, justamente pela inadimplência das partes que agora tentam usar a exposição pública para pressionar Lexa, enquanto se esquivam de suas responsabilidades legais”, finalizaram.