Guilherme Fontes, de 58 anos, compartilhou que foi picado por uma jararaca em sua residência, localizada no alto da Gávea, ao lado da Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, no início desta semana. “A dor foi tão intensa que mal consigo descrever. No entanto, como sou extremamente resiliente, passei mais tempo tranquilizando as pessoas ao meu redor logo após o incidente”, revelou ele em seu Instagram.
O ator se estabeleceu nesse endereço em 1994, pouco antes de dar vida ao memorável vilão Alexandre na novela “A Viagem” (Globo), que atualmente está sendo reprisada com grande sucesso nas tardes da programação “Vale a Pena Ver de Novo”.
“Com o primeiro dinheiro que ganhei, comprei um terreno em Búzios e outro no Recreio. Um dia, descobri esse pedaço de terra na Gávea, que é onde encontro meu silêncio e onde os pássaros cantam”, comentou Guilherme em uma entrevista ao Splash.
Devido à sua localização, ele frequentemente se depara com uma variedade de animais em seu quintal. “Já encontrei cobras enroladas na árvore de Natal, ao lado do meu carro… Além de preguiças, tucanos, lagartos grandes, sapos, aracnídeos de diferentes tamanhos, marsupiais de várias espécies e macacos, tanto grandes quanto pequenos.”
O artista expressou seu apreço pela diversidade da fauna ao seu redor. “Gosto da variedade de animais que encontro na vida real. Vivemos muito distantes dessa realidade. Eu estou cansado da vida na cidade, não dirijo mais há seis anos. Já não aguento mais o trânsito e a preocupação com o carro.”
Guilherme prefere lidar sozinho com a manutenção de sua casa. “Viver em uma casa não é fácil, especialmente para alguém que não gosta de estar cercado de empregados. Eles vêm de tempos em tempos para ajudar a organizar a ‘bagunça organizada’ e principalmente a cuidar do jardim”, explicou o artista em uma conversa com o Extra.
Sobre seu papel em “A Viagem”, Guilherme acredita que o personagem Alexandre se tornou algo além de uma atuação: um verdadeiro fenômeno cultural que continua a ressoar décadas após sua estreia. Apesar de sua vasta trajetória na televisão, teatro e cinema, é o “espírito obsessor” de Alexandre que ainda influencia sua vida pública.
A conexão do público com o personagem é tão intensa que, frequentemente, as pessoas o confundem com Alexandre. “Estou na rua e sempre há alguém que me chama de Alexandre. As pessoas acreditam que sou ele. Às vezes, até eu me deixo levar e respondo. Outras vezes, opto por não responder de propósito — é uma brincadeira”, contou o artista durante uma entrevista.