O ator Marcos Nanini, de 77 anos, compartilhou suas reflexões sobre sua sexualidade. Em uma entrevista à revista Quem, ele revelou que se assumiu para seus pais durante a adolescência. “Quando tive certeza, organizei uma conversa com meu pai e minha mãe e disse: ‘A situação é esta’. Eles ficaram surpresos, mas, no fundo, não enfrentei grandes problemas”, recordou.
Apesar de ter se descoberto jovem, Nanini relembra que teve vivências com mulheres. “Nunca me considerei um menino gay… Na verdade, eu não tinha uma sexualidade definida. Com o passar do tempo, à medida que fui amadurecendo, experimentei e percebi que meu caminho era esse. Também tive experiências com mulheres, mas conforme me relacionei com homens, a certeza se solidificou”, explicou.
Após tornar sua orientação sexual pública, o artista afirmou que não notou mudanças significativas em sua carreira. “Nunca escondi quem sou. Se as pessoas percebiam ou formavam suas opiniões, isso não me importava”, declarou.
Neste ano, Nanini participará pela primeira vez da Parada LGBT+ em São Paulo. “Decidi ir em razão do tema. A luta do movimento LGBT+ (ou dos viados, como eu gosto de dizer, já que sou da era pré-dinossauro) é imensa e intensa, de uma forma positiva. Hoje reconheço isso e resolvi mudar minha postura. Não busco ser o centro das atenções, pois já expresso isso no teatro, mas acredito que, assim como há cientistas, artistas e atletas, é importante mostrar que há gays comuns como eu”, ressaltou.
O ator mantém um casamento de 36 anos com Fernando Libonati, com quem tem uma relação aberta. “Nossa conexão é muito forte. Apesar de sermos casados, moramos em casas separadas. Sempre pensei: ‘Por que eu teria ciúmes? O ciúme é uma coisa terrível’. Portanto, nunca quis me aprisionar ou aprisionar alguém que amo”, disse.
Nanini também mencionou que sempre adotou esse tipo de relacionamento. “Todas as minhas relações foram abertas; todos podiam fazer o que quisessem. Não era necessário contar um ao outro, nem ficar fofocando sobre isso. Sempre achei essa abordagem mais interessante. Não se trata de libertinagem, mas de poder ser quem você é, da forma que você é, sem problemas”, finalizou.