Um juiz federal encarregado do julgamento de Sean Combs, conhecido como P. Diddy, dispensou um jurado nesta manhã ao notar inconsistências em suas declarações sobre seu endereço, levantando dúvidas sobre a veracidade de suas informações para garantir sua presença no júri de um caso notório.
A defesa de Combs, embora reconhecendo a diversidade do júri, contestou vigorosamente a exclusão do jurado — um homem negro — argumentando que isso prejudicaria o réu de forma injusta. O jurado substituto é um homem branco.
O que ocorreu
A polêmica eclodiu após promotores apontarem possíveis contradições nas informações fornecidas pelo jurado. Durante o processo de seleção, o homem, que trabalha no Departamento de Correções de Nova York, declarou residir no Bronx com sua noiva. Contudo, em uma conversa informal com um funcionário do tribunal na semana anterior, ele mencionou uma mudança recente para Nova Jersey, onde agora vive com a namorada. O Ministério Público classificou essa discrepância como uma “falta de sinceridade” preocupante, conforme reportado pelo The New York Times.
Durante uma audiência privada no escritório do juiz Arun Subramanian, o Jurado nº 6 aprofundou as contradições, de acordo com o magistrado. Subramanian observou que as explicações do jurado indicavam que ele poderia estar “maquiando respostas” para entrar no júri inicialmente — e para permanecer, mesmo após a contestação de sua qualificação.
“Nada do que o jurado diga agora poderá reverter a situação”, declarou o juiz.
Combs, que enfrenta acusações de tráfico sexual e conspiração para extorsão, está no sexto mês de julgamento no Tribunal Distrital Federal do sul de Manhattan. O artista, que se declarou inocente, sustenta que as acusações são resultado de relacionamentos consensuais com parceiras de longa data.
Na semana passada, após a manifestação dos promotores, um dos advogados de Combs acusou o governo de tentar de maneira velada excluir um jurado negro. Embora o júri atual apresente diversidade racial, a defesa enfatizou que o Jurado nº 6 era um dos dois homens negros presentes no grupo.
O juiz Subramanian prontamente rejeitou essa alegação, afirmando que não havia qualquer evidência de parcialidade por parte da acusação. “Para que fique absolutamente claro, desde o início deste processo até o presente momento, não existe prova ou sugestão de conduta tendenciosa por parte do governo”, enfatizou o magistrado.