Adriane Galisteu, aos 52 anos, recordou seu relacionamento com Ayrton Senna e as tensões com a família do icônico piloto de Fórmula 1.
A apresentadora compartilhou suas memórias sobre Senna para além das pistas. “É nossa responsabilidade manter viva a memória dele. Todos conhecem o piloto talentoso e dedicado, mas aqui, nós sabemos como ele era fora das corridas. Senna era divertido, despretensioso. Ele era ainda mais incrível longe das competições. Também tinha seu lado ciumento, típico de um ariano, e era um pouco briguento”, refletiu em um episódio da série “Barras invisíveis”.
Galisteu abordou a relação conturbada que teve com a família do piloto. “Este apagamento que sinto não é algo recente, vem de toda a minha vida. Mas eles não vão me silenciar. Podem narrar uma história completamente diferente da que vivi, mas estou aqui para contar a minha versão. Aqueles que compartilharam 24 horas com o Senna, que dormiram, acordaram, se divertiram e choraram juntos, fomos eu e ele. Podem fazer o que quiserem. Continuarei sendo autêntica e isso é o que importa.”
Ela também mencionou a reação da família de Senna às suas transformações. “Eles estavam acostumados a ver o Ayrton sempre focado, metódico e sério, que só vestia as roupas dos patrocinadores, com uma mãe que organizava sua mala. Durante o um ano e meio em que estivemos juntos, nos encontramos com a família dele apenas três vezes”, destacou.
Nos reencontros, Ayrton apresentava um visual diferente, com cabelo longo e barba por fazer. “Hoje, com a maturidade que adquiri, percebo o quanto isso impactou a família dele. Eles conheciam um Senna de uma maneira, e ao me conhecer, ele se tornou outra pessoa”, concluiu Adriane Galisteu.