Patrícia Poeta sofreu sua terceira derrota confirmada na Justiça em uma disputa legal com o jornalista Alessandro Lo-Bianco, que se arrasta desde 2023. A apresentadora da Globo busca responsabilizar o colunista do programa A Tarde É Sua, da RedeTV!, por supostas injúrias, difamações e perseguições, mas suas alegações foram novamente rejeitadas.
O desfecho da situação ocorreu na última terça-feira, quando o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu, por unanimidade, a favor de Lo-Bianco. Os desembargadores Renata William Rached Catelli, Guilherme de Souza Nucci e Leme Garcia negaram o recurso de Poeta e afirmaram que não havia indícios de crimes nas ações do jornalista, conforme um documento exclusivo ao qual o Splash teve acesso.
Na sua terceira apelação, Poeta reiterou que Lo-Bianco a difamou em oito ocasiões e a injuriou em duas desde que assumiu o programa Encontro, em 2022. O jornalista fez uma cobertura intensa sobre os bastidores da relação conturbada entre Poeta e Manoel Soares — que também era apresentador do programa e foi demitido em 2023 —, revelando problemas que eram visíveis para o público.
A apresentadora acusou Lo-Bianco de se beneficiar financeiramente com a divulgação do caso, alegando que seu trabalho foi uma ação difamatória destinada a desacreditá-la no meio artístico e a associá-la a comportamentos inadequados, além de lhe causar danos emocionais.
Os desembargadores revisaram os testemunhos apresentados e decidiram manter a decisão desfavorável a Poeta. Eles destacaram que, como figura pública, ela está sujeita a críticas, tanto positivas quanto negativas. Opiniões e críticas, segundo a corte, não devem ser vistas como ações criminosas.
Em suas intervenções no programa e nas redes sociais, mesmo que o conteúdo tenha sido incisivo, não foi encontrada a intenção clara de ofender ou denegrir a honra de alguém, mas sim a simples exposição de opiniões críticas sobre a atuação de uma pessoa pública. A desembargadora relatora, Renata William Rached Catelli, afirmou: “A intenção de criticar e de narrar não constitui um elemento subjetivo especial do tipo, afastando a tipicidade de tais crimes.”
Em outubro de 2023, Lo-Bianco já havia conquistado uma “absolvição sumária”, mas os advogados de Poeta recorreram, buscando a reabertura do caso, que voltou à mesma juíza que havia inocentado o jornalista inicialmente. Após nova análise judicial em janeiro deste ano, Poeta foi derrotada novamente e, insatisfeita com o resultado, recorreu à segunda instância, resultando em mais um revés.
A assessoria de Patrícia Poeta foi contatada pelo Splash, mas optou por não se pronunciar sobre a possibilidade de recorrer à terceira instância ou se encerrará a disputa judicial. Atualizaremos a matéria caso haja novas informações.
Por outro lado, o advogado Rômulo Monteiro Garzillo, que representa Lo-Bianco, celebrou a decisão e enfatizou a importância da liberdade de imprensa. “A vitória de Alessandro Lo-Bianco é significativa, pois reforça a proteção que a Constituição garante ao trabalho jornalístico, especialmente em um contexto democrático. Pessoas públicas ou com grande visibilidade não estão imunes a críticas; na verdade, quanto mais visíveis são, mais suscetíveis devem ser a receber opiniões, sejam do público ou da imprensa.”