Nesta quarta-feira (28/5), Micheli Machado, atriz e companheira de Robson Nunes, usou suas redes sociais para expressar a profunda dor que sente pela perda de sua filha, que ocorreu na fase final da gestação. A comediante, que anteriormente foi assistente de palco de Angélica Ksyvickis, havia divulgado a triste notícia por meio de sua equipe no início de maio. Agora, ela mesmo se manifestou, compartilhando detalhes sobre este momento delicado que está vivenciando e a quem recorreu após a partida de sua filha. A carta aberta, publicada há algumas horas, recebeu apoio de figuras como Juliana Silveira, esposa de Luciano Huck, Aline Wirley e Gaby Amarantos.
“O contraste entre a beleza e a dor. O amor mais puro e verdadeiro que alguém poderia sonhar, de repente, se transforma na dor mais intensa e devastadora que existe. Você chegou de forma inesperada e, ainda mais surpreendentemente, se despediu de nós. Passei a noite com você se movendo e brincando com sua irmã, sem saber que era a nossa última noite juntas, o último momento leve entre nós três. Que irmã maravilhosa você teve nesse tempo, não é mesmo? A melhor de todas!”, compartilhou Micheli.
“Você sempre foi tão gentil, atenciosa, preocupada, cuidadosa, carinhosa, amorosa e companheira… simplesmente perfeita! Agradeço a vocês, minhas amadas filhas! Vocês tornaram minha gestação incrível. Obrigada, Morena, por ser a filha mais excepcional que poderia desejar! Você me fez sentir a gestante mais especial do mundo! O amor que sinto por você é eterno. Você estava comigo quando a médica revelou que o coração da Liz não estava mais batendo. Nos olhamos, nos abraçamos em silêncio e choramos. Voltar a sorrir de forma genuína parece impossível; por isso, finjo estar bem para enganar meu coração, mesmo enquanto essa dor dilacera minha alma todos os dias, incessantemente, fazendo-o sangrar”, continuou Machado.
“A dor é intensa, e dói muito. Chega a doer até mesmo para respirar! A respiração se torna pesada. O vazio que você deixou, Liz, ecoa em minha mente e no meu coração. O silêncio do seu nascimento, o momento em que te segurei pela primeira e última vez. Você era tão linda, tão perfeita, e, sem nenhuma explicação, precisei me despedir de você. A casa, que deveria estar cheia de cheiros e choros de bebê, agora vive um silêncio esmagador. Meus seios, apesar dos medicamentos que tentam secar, insistem em encher de leite, me lembrando constantemente que não há ninguém para mamar. A dor que sentimos, tanto mães quanto famílias que enfrentam a perda de um natimorto ou um bebê arco-íris, é verdadeira, legítima e extremamente cruel”, finalizou a ex-Angelicat.