Na última sexta-feira (23/5), um total de oito pessoas foi sentenciado por sua participação direta no roubo à influenciadora e empresária Kim Kardashian, que aconteceu em outubro de 2016 durante a Semana de Moda de Paris. O crime, que na época foi estimado em aproximadamente R$ 56 milhões, envolveu o furto de joias valiosas e atraiu a atenção da mídia internacional.
Entre os condenados, estão homens com idades variando de 60 a 70 anos, muitos dos quais compareceram ao tribunal em estado de saúde comprometido, utilizando bengalas e calçados ortopédicos. As penas impostas, de diferentes durações, consideraram o tempo que os réus já haviam passado detidos preventivamente, garantindo que nenhum deles retornará à prisão após a decisão.
O assalto foi perpetrado por um grupo que se fez passar por policiais, vestindo uniformes falsos e máscaras de esqui para invadir o hotel de luxo onde Kardashian estava hospedada. Armados, os criminosos renderam os funcionários e amarraram a empresária em seu quarto, antes de fugir levando uma coleção de joias, incluindo um anel de noivado avaliado em US$ 4 milhões, presente de seu então marido, Kanye West.
A investigação, que incluiu análises de DNA coletadas no local do crime, resultou na prisão dos suspeitos poucos meses após o ocorrido. Contudo, o julgamento foi postergado ao longo dos anos devido a uma série de questões legais e de saúde.
Dos dez acusados inicialmente apresentados, um foi absolvido e outro condenado por porte ilegal de armas, um crime que veio à tona durante a investigação do roubo, mas que não tinha relação direta com o caso em si.
Em um comunicado emitido na mesma sexta-feira, Kim Kardashian expressou sua gratidão às autoridades francesas pelo desfecho do caso. Ela descreveu o incidente como “a experiência mais aterrorizante” de sua vida, enfatizando o impacto emocional que ainda a afeta.