Enquanto os admiradores de Lady Gaga aguardam ansiosamente pelo seu retorno aos palcos brasileiros com o espetáculo “Mayhem na Praia”, no Rio de Janeiro, o portal LeoDias antecipa a ocasião e presta uma homenagem a algumas músicas da artista que, embora sejam queridas por uma base fiel de little monsters, raramente aparecem nas setlists de suas turnês.
A discografia de Gaga é repleta de experimentações sonoras, conceitos audaciosos e letras provocativas, o que resulta em um verdadeiro tesouro de faixas “lado B” que merecem uma posição de destaque. A seguir, a equipe do portal elenca as músicas que, se fossem lembradas durante o show no Rio, certamente despertariam gritos e lágrimas na plateia.
Entre os clássicos que todos conhecem, “Born This Way” se destaca. Em meio a tantos sucessos como “Judas”, “You and I”, “Edge of Glory” e “Marry the Night”, “Heavy Metal Lover” sintetiza a sonoridade do terceiro álbum da artista. Com uma letra escassa e uma batida marcante, esta faixa é um clássico moderno que conquistou o coração dos fãs. Se tivesse sido lançada como single, teria gerado muito burburinho.
– Eduardo Reis, repórter
Com um ritmo vibrante e letras envolventes, “Americano” aborda temas como o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia e questões de imigração nos EUA. Um verdadeiro hit atemporal que apresenta uma narrativa digna do cinema de Hollywood.
– Luciano Verdolin, repórter
Lançada como parte do injustamente negligenciado ARTPOP (2013), “Venus” exemplifica a visão de vanguarda de Lady Gaga. Com uma produção eletropop futurista, provavelmente se tornaria um hit cult se tivesse sido lançada em 2025, sendo certamente um dos virais do TikTok.
– Luany Araújo, repórter
Uma das canções mais distintas de Lady Gaga, “Eh Eh (Nothing Else I Can Say)” é um hino para os românticos, refletindo a ousadia da cantora de uma maneira mais suave, algo que contrasta com a imagem da diva pop. Aqueles que escutam essa música podem não acreditar que ela pertence ao mesmo álbum que “Poker Face”, pois Gaga se apresenta de forma mais sonhadora, distante das batidas eletrônicas e sintetizadores que dominam a maioria de seu álbum de estreia. Em “Eh Eh”, Gaga ousa ao trazer uma faixa voltada para o bubblegum pop, um subgênero musical que encantou adolescentes nos anos 1980. O clipe, cheio de cores, remete a um mundo “cor-de-rosa”, tornando essa canção a mais “mocinha” de sua carreira, contida e melódica, refletindo sobre o fim de um relacionamento e a descoberta de um novo amor.
– Heloísa Cipriano, repórter
“Fashion!” faz parte do polêmico “ARTPOP” de 2013. A versão que conhecemos é um pop dançante, com piano nos versos e um toque eletrônico no refrão, além de letras que fazem referência a David Bowie. O que muitos não percebem é que a versão “demo” da música é muito mais enérgica, com uma pegada electro mais forte, mas acabou sendo descartada após comparações com o novo álbum do duo francês Daft Punk. A música foi apresentada no especial “Lady Gaga and the Muppets Holiday Spectacular”, ao lado da famosa drag queen RuPaul.
– Mathews Sá, repórter
Poucas canções na carreira de Lady Gaga expressam tanta raiva e dor quanto “Swine”. Com um instrumental explosivo que mistura dubstep e rock industrial, a faixa simboliza a luta da artista contra traumas pessoais e abuso, além de servir como uma possível indireta ao desafeto Perez Hilton. É uma canção catártica, feita para ser gritada — não apenas cantada — e, em um show como o que ela realizará no Rio de Janeiro, teria o poder de transformar o local em um espaço de purgação coletiva. Ignorada por muitos, mas inesquecível para aqueles que compreendem a profundidade da obra de Gaga.
— Luiz Henrique Oliveira, editor-chefe
Lançada como um single avulso para o Coachella de 2017, “The Cure” traz uma sonoridade eletrônica semelhante a Chainsmokers e Selena Gomez, com um refrão divertido e uma batida nostálgica. Quando performada ao vivo, a música ganha uma nova atmosfera e poderia ser um atrativo e entretenimento diferente para o público do Gagacabana.
– Eduardo Reis, repórter
Intensa, sombria e provocadora, “Government Hooker” é um dos destaques conceituais do álbum Born This Way (2011). Com produção de DJ White Shadow e letras que mesclam política, sexualidade e dominação, a faixa oferece uma jornada cyberpunk pela mente de Gaga. Sua atmosfera industrial e teatralidade fariam dela um número inesquecível ao vivo, especialmente em um espetáculo grandioso como o que está planejado para o Rio. Uma escolha ideal para quem deseja ver a artista em sua forma mais performática e subversiva.
— Luiz Henrique Oliveira, editor-chefe