O papa Francisco, que faleceu hoje, decidiu não assistir mais à televisão a partir de 1990. O motivo para essa escolha foi um episódio marcante: ao assistir TV com colegas sacerdotes em 15 de julho daquele ano, ele se deparou com cenas de conteúdo adulto, que o incomodaram profundamente. Em uma entrevista para o jornal La Voz del Pueblo, em 2015, ele compartilhou: “Aquilo não era bom para o coração”.
No dia seguinte, durante uma missa em honra à Nossa Senhora do Carmo, ele fez uma promessa à Virgem Maria de que nunca mais assistiria à televisão. Como consequência dessa decisão, ele não acompanhou eventos significativos, como a coroação do rei Charles III. Ele explicou que sua ausência de tais momentos não se devia a uma falta de interesse, mas sim ao voto que havia feito. No livro “Vida: A minha história através da História”, o papa revelou que essa promessa o impediu de assistir até mesmo aos jogos do San Lorenzo, seu time do coração. No entanto, ele ainda recebia atualizações sobre os resultados através de um membro da Guarda Suíça Pontifícia.
Apesar de ter mantido a maioria de suas promessas, o papa fez algumas exceções ao longo dos anos. Segundo o site Daily Star, ele contou que, durante uma internação, assistiu a uma missa de domingo pela televisão. Além disso, ele permitiu-se ver eventos marcantes, como a posse de um novo presidente (sem especificar qual) e a cobertura de um acidente aéreo.
Embora tenha se comprometido a evitar a TV, o papa Francisco era um admirador do cinema. Em 2023, durante uma conferência com cineastas cristãos no Vaticano, ele elogiou a sétima arte, afirmando: “Aprecio o trabalho que vocês realizam, as obras cinematográficas, a arte e a beleza como uma grande expressão de Deus. Podemos considerar que uma boa razão para as grandes obras do cinema são os atores, especialmente aqueles que conseguem transmitir harmonia, tanto na alegria quanto na dor. O cinema é poesia, pois dar vida é algo poético”.