Aos 85 anos, Maria Gladys se tornou o centro de uma controvérsia após sua filha, Maria Teresa, revelar que a atriz estava “na rua, confusa, sozinha, sem dinheiro e sem lar” em Minas Gerais.
Em uma entrevista ao programa Domingo Espetacular (Record), a atriz abriu o jogo sobre os desafios que enfrenta e não esconde sua abordagem despreocupada em relação às finanças. “Morei por duas décadas em Copacabana. Passei um tempo em Ipanema. É caro, mas quero desfrutar da vida. Só temos uma oportunidade e não faço questão de economizar. O dinheiro é escasso, mas não é para guardar; é para gastar. Eu priorizo o que é bom, como uma boa refeição e boas bebidas”, disse ela, explicando sua escolha de estilo de vida.
Essa maneira de viver, segundo Maria Gladys, a impediu de acumular um patrimônio significativo ao longo de sua carreira. “Nunca tive dinheiro suficiente para comprar uma casa. É um investimento alto e eu não sou herdeira. Sou filha de pessoas que não possuíam um lar”, afirmou.
Ela também comentou sobre a falta de contratos longos na televisão, que contribuiu para sua instabilidade financeira: “Nunca tive um contrato de três anos. A vida de ator é desafiadora. É preciso coragem”. A atriz ainda destacou que a idade tem reduzido as oportunidades de trabalho, especialmente na televisão. “Com o passar do tempo, as oportunidades diminuem, especialmente na televisão. Tem se tornado cada vez mais difícil se manter na cidade grande”.
Atualmente, a veterana está hospedada em uma pousada em Santa Rita de Jacutinga, Minas Gerais. O proprietário mencionou que ela enfrentou dificuldades para quitar a estadia recentemente. Apesar das adversidades, Maria Gladys expressa sua gratidão pelo apoio recebido. “Quero tranquilizar meus amigos, fãs e pessoas queridas que se preocuparam comigo. Estou bem. Gostaria de trabalhar, pois estou há muito tempo sem atuação. Por favor, me chamem”.
Maria Thereza Maron, filha da atriz, revelou que nem ela nem a mãe têm informações sobre uma suposta assistência da neta Mia Goth para que a atriz viaje a Londres em busca de cuidados. “Não sei se ela vai mandar a passagem para mim. Quase não converso com a Mia e não tenho seu número. Falo com a Rachel, que é minha filha. Pergunto a ela como a Mia está, e ela responde que está bem, mas é reservada”, concluiu Maria Gladys.