A Justiça do Rio de Janeiro agendou uma audiência de conciliação entre a cantora Jojo Todynho, de 28 anos, e o Partido dos Trabalhadores (PT).
O que ocorreu
O PT acusa a artista de difamação, uma ação que foi iniciada após Jojo afirmar ter recebido uma oferta de R$ 1,5 milhão para apoiar Lula durante as eleições de 2022, o que o partido nega enfaticamente. A 28ª Vara Criminal da Comarca do Rio agendou a audiência para o dia 31 de julho, com o intuito de resolver a questão sem prolongar o processo judicial.
O juiz Bruno Arthur Mazza Vaccari publicou uma decisão em 16 de abril, convocando a audiência de reconciliação, conforme estipulado pelo artigo 520 do Código de Processo Penal. Ele intimou o PT e seus representantes, além de Jordana Gleise, que poderá comparecer acompanhada de advogado ou ser assistida pela Defensoria Pública.
Durante uma participação no podcast Brasil Paralelo em novembro do ano passado, Jojo revelou que foi abordada com a proposta financeira. “Me ofereceram R$ 1,5 milhão para fazer campanha quando o Lula era candidato a presidente. Eu recusei”, declarou a cantora. Ela relatou que recebeu um convite para um almoço, onde a proposta foi apresentada, mas decidiu não aceitar. “Desculpa, gente, não vai rolar. Todas as pessoas que fizeram campanha, as páginas de fofocas que me atacaram, todas receberam dinheiro para isso”, acrescentou.
Na ocasião, o PT se manifestou, negando qualquer contato com Jojo Todynho para que ela se envolvesse na campanha de Lula. “A campanha eleitoral de Lula nunca fez qualquer proposta de participação remunerada para Jojo Todynho em atos de apoio. A informação falsa foi divulgada em uma plataforma de extrema-direita, na mesma época em que Bolsonaro e sua organização criminosa foram indiciados por tentativa de golpe e um plano para assassinar Lula.”