A Copa do Mundo de 2026, que ocorre em campo com um nível elevado de competitividade, também é marcada por controvérsias nos bastidores. No último domingo (5 de julho), a Fifa decidiu conceder um efeito suspensivo à expulsão do atacante Folarin Balogun, jogador da seleção dos Estados Unidos, ocorrida durante a partida contra a Bósnia nos 16 avos de final. Essa decisão gerou reações de várias federações, mas foi tomada pelo Comitê Disciplinar da entidade, que atua de forma independente.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, destacou a autonomia dos órgãos judiciais da instituição em uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira. “Os órgãos judiciais da Fifa são independentes. Eles atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. A independência desses órgãos é essencial, e isso deve ser sempre respeitado”, afirmou Infantino.
O efeito suspensivo foi concedido após a análise do caso, que se tornou polêmico após a expulsão de Balogun aos 19 minutos do segundo tempo da vitória dos Estados Unidos por 2 a 0 sobre a Bósnia. O árbitro da partida, Claus, inicialmente deixou o jogo seguir, mas foi chamado pelo VAR para revisar uma jogada que envolveu Balogun e o zagueiro Muharemovic. Após a revisão, o árbitro decidiu aplicar um cartão vermelho direto ao atacante, que foi flagrado pisando com força no calcanhar do defensor bósnio durante uma disputa de bola.
Com a decisão do Comitê Disciplinar, Balogun está liberado para atuar na partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 contra a Bélgica, marcada para esta segunda-feira (6 de julho), em Seattle, nos Estados Unidos. A punição inicial, que o afastaria da competição, foi suspensa em virtude do Artigo 27 do Código Disciplinar da Fifa, que estabelece um período probatório de um ano para a execução da suspensão automática.
Infantino também comentou sobre a natureza das decisões do Comitê Disciplinar, afirmando que, em algumas ocasiões, se surpreende com os veredictos. “Leio as decisões do Comitê Disciplinar da FIFA quando elas são publicadas. Às vezes, elas me surpreendem. Às vezes, concordo com elas, e às vezes, discordo. O que sempre faço, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Gostemos ou não de uma decisão, isso é irrelevante”, concluiu o presidente da Fifa.
A situação ressalta a complexidade das regras que regem o futebol internacional e a necessidade de um sistema disciplinar que funcione de maneira justa e imparcial, especialmente em um torneio do porte da Copa do Mundo. A expectativa agora é que Balogun possa contribuir para a seleção americana em um dos momentos mais decisivos da competição.