O Cruzeiro emitiu uma nota oficial na manhã desta sexta-feira (26) expressando repúdio às ameaças sofridas pelo presidente do Ceará, João Paulo Silva, e sua família. O dirigente tem enfrentado um clima de hostilidade por parte de torcedores do clube alvinegro, que se intensificou nos últimos dias. Na quinta-feira, João Paulo Silva divulgou em suas redes sociais que sua filha recebeu um pacote contendo flores e uma caixa de bombons durante uma aula de teatro. Dentro do pacote, havia um simulacro de bomba e uma carta com a mensagem: “Fora JP safado”.
Na nota, o Cruzeiro condenou veementemente os atos de violência e intimidação dirigidos ao presidente do Ceará e seus familiares. O clube ressaltou que o futebol deve ser um espaço de respeito e paixão, onde não há lugar para ameaças ou violência, independentemente das divergências. O texto ainda expressou solidariedade a João Paulo Silva e sua família, além de manifestar a expectativa de que os responsáveis pelos atos sejam identificados e punidos.
O Ceará Sporting Club, por sua vez, também se posicionou sobre a situação, repudiando os atos criminosos e informando que já acionou a polícia para investigar o caso. O clube destacou que a intimidação e a violência não são aceitáveis e que esses atos revelam o que há de mais condenável na sociedade. A nota do Ceará lembrou que esse não é um incidente isolado, pois o presidente e sua família já foram alvos de ações semelhantes no passado.
A atual situação do Ceará no cenário esportivo contribui para o clima de tensão entre a torcida e a gestão do clube. Após perder a final do Campeonato Cearense para o rival Fortaleza, o Ceará foi eliminado nas quartas de final da Copa do Nordeste e na quinta fase da Copa do Brasil. Atualmente, o time ocupa a 14ª posição na Série B do Campeonato Brasileiro e passou por uma troca de técnico recentemente, o que gerou insatisfação entre os torcedores.
No final de maio, a insatisfação da torcida se manifestou em um protesto em frente à sede do clube, em Porangabuçu, Fortaleza, onde o presidente foi o principal alvo das críticas. O Ceará reafirmou seu compromisso em coibir qualquer forma de violência e intimidação, afirmando que críticas e cobranças são parte do ambiente esportivo, mas que existem limites que não devem ser ultrapassados.
A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) foi acionada para instaurar um inquérito visando apurar os fatos e tomar as devidas providências. O clube confia que os responsáveis serão rapidamente identificados e responsabilizados. Em meio a essa situação, João Paulo Silva e sua equipe continuam focados em seus objetivos, especialmente na busca pelo retorno à elite do futebol nacional.