A filosofia de que um time vence partidas, mas uma equipe conquista títulos é um mantra na rotina do Corinthians, defendido por Emily Lima. Desde sua chegada, a comissão técnica tem promovido uma conexão mais íntima com as atletas, priorizando o aspecto humano no processo de treinamento. Essa mudança se reflete no desempenho em campo, onde o Corinthians, mesmo com uma base já vitoriosa, mostrou uma intensidade renovada nas últimas partidas.
As exigências são elevadas, como evidenciado pelas cobranças constantes, mesmo em situações favoráveis. Contudo, essa rigidez é balanceada por escuta ativa e compreensão das individualidades. Vic Albuquerque exemplifica essa transformação; após um período difícil na temporada anterior, onde atuou fora de sua posição, a atleta recuperou sua confiança em campo, creditando essa mudança ao suporte da comissão técnica.
A análise interna do time sugere que o rendimento não é apenas fruto de ajustes táticos, mas também do bem-estar emocional das jogadoras, tanto dentro quanto fora de campo. Vic destacou a importância de Emily como uma líder empática, que se preocupa com o bem-estar pessoal e profissional das jogadoras, mantendo altas expectativas. “Ela exige muito de nós. Mesmo com o placar favorável, ela quer mais”, relatou Vic, ressaltando como essa atenção impacta o desempenho coletivo.
Além disso, a abordagem humanizada também se reflete em casos de recuperação individual, como o de Jhonson, que quebrou um jejum de gols de mais de três meses, simbolizando uma mudança mais ampla no elenco. A comissão técnica tem investido em um acompanhamento próximo, com a colaboração de profissionais de diferentes áreas, criando um ambiente de confiança que permite que as jogadoras alcancem seu potencial máximo.
As comemorações das jogadoras após cada gol revelam uma dinâmica de equipe fortalecida. Elas frequentemente se dirigem ao banco de reservas e à comissão técnica, celebrando juntas. A rotatividade da faixa de capitã também é uma estratégia para incentivar novas lideranças dentro do grupo. Emily enfatiza que o sucesso coletivo é o resultado dessa engrenagem colaborativa. “Ninguém faz nada sozinho. É uma equipe que trabalha em conjunto, cuidando das jogadoras em todos os aspectos”, afirmou a treinadora.
O Corinthians, sob a liderança de Emily Lima, tem mostrado que uma abordagem centrada no ser humano não apenas fortalece laços internos, mas também potencializa o desempenho em campo, evidenciando que o sucesso vai além de números e táticas.