A Copa Africana de Nações entra em uma nova fase de controvérsia. Após a decisão de transferir o título para o Marrocos, o Senegal rejeita essa mudança e anuncia que recorrerá ao Tribunal Arbitral do Esporte. “A taça permanecerá em nosso país. O Senegal tem o direito de reivindicar e a vitória está do nosso lado”, declarou Abdoulaye Sow, secretário-geral da federação senegalesa.
Esse desdobramento inédito aconteceu na terça-feira (17/3). A Confederação Africana de Futebol (CAF) alterou o resultado do jogo 58 dias após a final, na qual Senegal havia vencido por 1 a 0. A decisão da entidade de declarar vitória do Marrocos por W.O. baseou-se na alegação de que os jogadores senegaleses infringiram as regras da competição. A partida foi marcada por protestos contra a arbitragem e uma pausa temporária de mais de 20 minutos.
Durante o jogo, Senegal teve um gol anulado e, aos 95 minutos, no quase último lance, o árbitro assinalou um pênalti a favor do Marrocos. Após a revisão do VAR, o treinador dos Leões de Teranga, Pape Thiaw, demonstrou indignação com a decisão e retirou os jogadores de campo. Contudo, Sadio Mané, estrela da equipe, convenceu os atletas a retornarem ao campo.
Após mais de 20 minutos de interrupção, Brahim Díaz foi para a cobrança do pênalti, mas, ao tentar uma jogada engenhosa, viu Mendy segurar a bola sem se mover. A partida seguiu para a prorrogação, e logo aos quatro minutos, Gueye, após um contra-ataque, disparou de fora da área, acertando o ângulo e abrindo o placar para o Senegal.
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