A equipe de futebol feminino do Irã fez seu retorno ao país nesta quarta-feira (18/3), após uma trajetória repleta de desafios e mudanças em relação a pedidos de asilo na Austrália. A delegação atravessou a fronteira com a Turquia, entrando no Irã pelo posto de Gurbulak, concluindo assim sua jornada após participar da Copa da Ásia Feminina.
Os acontecimentos mais tensos começaram durante o torneio, onde várias jogadoras optaram por não entoar o hino nacional antes de uma das partidas, um ato que foi interpretado como uma forma de protesto. Este gesto ocorreu em meio a um contexto de conflitos no Irã, após ataques dos Estados Unidos e Israel que culminaram na morte do líder supremo Ali Khamenei. A mídia estatal iraniana rotulou as atletas como “traidoras de guerra”, levantando preocupações sobre possíveis represálias ao retornarem.
Após serem chamadas de traidoras, a seleção decidiu não seguir adiante com os pedidos de asilo na Austrália. Após a eliminação da equipe no torneio, sete membros da delegação, incluindo seis jogadoras e um membro da comissão técnica, haviam pedido asilo, e o governo australiano concedeu vistos humanitários, levando em conta preocupações sobre a segurança das atletas.
Entretanto, nos dias subsequentes, a maioria delas reconsiderou a decisão. Cinco jogadoras optaram por retirar os pedidos de asilo e decidiram regressar ao Irã. A última desistência foi anunciada na segunda-feira (16/3), permitindo que se juntassem ao restante da equipe em Kuala Lumpur, na Malásia, onde o grupo ficou temporariamente após deixar Sydney.
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