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Vice-governador de Minas Gerais destaca atuação da PM após conflito em Cruzeiro x Atlético: ‘protocolos cumpridos rigorosamente’

Foto: Videopress Produtora

O vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), considerou um “sucesso total” o protocolo implementado pela Polícia Militar (PMMG) durante o clássico entre Cruzeiro e Atlético, realizado no Mineirão neste domingo (8/3), que culminou na vitória da equipe celeste. Nas redes sociais, surgiram críticas sobre a ausência de ação da PM para conter as agressões entre os jogadores, que tiveram início após um desentendimento entre o goleiro Everson, do Atlético, e o meia Christian, do Cruzeiro. Na mesma noite, a PM emitiu uma nota esclarecendo que a responsabilidade pela segurança em situações de briga entre jogadores recai sobre a segurança privada.

Na segunda-feira (9), durante a cerimônia de lançamento de estudos de viabilidade para novas linhas de metrô, Mateus Simões elogiou o trabalho da PM e enfatizou que existe um acordo com a Federação Mineira de Futebol (FMF) sobre os tipos de situações que requerem ou não a intervenção policial nos estádios. “Não se tratou de uma briga generalizada; foi um conflito entre jogadores. Briga generalizada ocorre entre torcedores, o que não aconteceu. Portanto, considero que o protocolo foi um sucesso absoluto. Nunca nos comprometemos a intervir em disputas entre jogadores; ao contrário, nosso acordo com a federação afirma que não devemos interferir nessas situações. A única vez que atuamos em campo é para proteger o árbitro, caso ele esteja sendo atacado”, explicou o vice-governador.

Simões também mencionou que, devido a diretrizes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a Polícia Militar deve manter suas normas de conduta inalteradas. “O protocolo foi seguido à risca, e não vamos modificá-lo, pois se começarmos a intervir nas disputas em campo, isso poderá gerar problemas com a CBF em relação às punições que devem ser aplicadas aos jogadores que se comportam de forma antidesportiva. A polícia só atua em conflitos que envolvem a arbitragem, visto que a arbitragem não está inserida no contexto do fair play. Contudo, se surgissem situações de risco, a polícia interviria”, acrescentou.

De acordo com o vice-governador, o planejamento e a execução do esquema de segurança para a final entre Cruzeiro e Atlético, com a presença das torcidas de ambos os lados pela primeira vez desde 2022, foram muito eficazes. “Contamos com a presença de cavalaria, cães, e a tropa de choque, e não houve nenhum incidente grave em torno do campo envolvendo torcedores. Considero que tivemos uma prova de sucesso. Não houve confusão na entrada, na saída, nem dentro do estádio entre as torcidas organizadas presentes”, afirmou. Por fim, Simões lamentou que jogadores profissionais tenham recorrido à violência, alertando que isso poderia provocar um ‘efeito imediato’ entre os torcedores. “Quando os jogadores normalizam esse tipo de comportamento, fica mais complicado controlar toda a ‘ilha’ do lado de fora”, concluiu.

Após o término do jogo, o árbitro Matheus Candançan relatou na súmula que expulso 23 jogadores (12 do Cruzeiro e 11 do Atlético), estabelecendo um recorde negativo na história do futebol brasileiro.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade