A súmula da decisão do Campeonato Mineiro, que teve como protagonistas Cruzeiro e Atlético, descreveu a confusão que tomou conta do Mineirão. O relatório do árbitro Matheus Candançan, divulgado nesta segunda-feira (9/3), documenta a briga entre os jogadores das duas equipes e confirma um total de 23 expulsões após o confronto.
O documento menciona que a partida começou com um atraso de oito minutos, causado pela fumaça gerada pelos fogos de artifício na entrada das equipes, que comprometeu a visibilidade no gramado. “Informo que o início da partida foi atrasado em oito minutos devido à fumaça dos fogos de artifício, que prejudicou a visão no campo de jogo”, anotou o árbitro Matheus Candançan.
Segundo o árbitro, a origem da confusão ocorreu em um lance aos 51 minutos do segundo tempo, envolvendo o goleiro Everson, do Atlético, e o meia Christian, do Cruzeiro. O goleiro atleticano reagiu de forma violenta após sofrer uma falta, conforme relatado: “Após receber a falta, derrubou seu adversário e, de maneira brutal, atingiu com o joelho o rosto do jogador número 88. Esta ação deu início a uma briga generalizada, impossibilitando a apresentação do cartão vermelho.”
Na sequência, Christian também foi expulso por usar força excessiva ao atingir Everson, quando a bola já estava sob o controle do goleiro atleticano. O árbitro destacou que esse incidente foi o gatilho para a confusão que envolveu jogadores das duas equipes. “Ele atingiu com a canela a cabeça do atleta número 22, utilizando força excessiva e alta intensidade, quando a bola já estava em posse do goleiro. Essa ação provocou uma briga generalizada, impedindo a apresentação do cartão vermelho”, complementou.
A súmula relata que, após o confronto, uma briga entre os atletas de Cruzeiro e Atlético eclodiu em campo. Diante do tumulto, o árbitro informou que não foi possível apresentar os cartões vermelhos naquele momento, uma vez que a situação saiu do controle e a segurança da arbitragem foi comprometida.
Além de narrar a sequência da partida, o juiz justificou que os seis minutos adicionais se deram devido a substituições, atendimentos médicos, um gol e a comemoração subsequente. No entanto, por conta da “falta de segurança”, a partida teve que ser encerrada antes do tempo regulamentar. “Esclareço que, no momento em que tentava apresentar os cartões vermelhos aos jogadores nº 88 (Cruzeiro) e nº 22 (Atlético), aos 51 minutos do segundo tempo, a briga generalizada começou, impossibilitando a apresentação dos cartões e o protocolo de finalização da partida. Devido ao tumulto e à falta de segurança, declarei a partida encerrada”, registrou o árbitro Matheus Candançan.
No total, 23 jogadores foram expulsos em decorrência da confusão em campo, sendo 12 da Raposa e 11 do Galo.
Pelo Cruzeiro, os expulsos foram: Christian, Fabrício Bruno, Lucas Romero, João Marcelo, Kauã Prates, Villalba, Cássio, Matheus Henrique, Walace, Fagner, Gerson e Kaio Jorge. Já pelo Atlético, foram expulsos: Everson, Renan Lodi, Gabriel Delfim, Junior Alonso, Alan Franco, Hulk, Lyanco, Ruan, Alan Minda, Preciado e Cassierra.