Neste domingo (8/3), a partir das 18h, o Mineirão será palco de um dos grandes clássicos do futebol mundial, especialmente para as torcidas de Atlético e Cruzeiro, que disputam a final do Campeonato Mineiro 2026. A importância desse confronto vai além de um simples troféu, pois vencer o maior rival carrega um peso emocional significativo. Porém, o que torna este embate ainda mais notável são os elementos adicionais que o cercam. Em caso de empate, a decisão será através de cobranças de pênaltis.
Para o Atlético, a vitória significará a conquista do heptacampeonato consecutivo do Estadual, um feito inédito na história do clube e na era profissional do futebol mineiro. A única equipe que superou essa marca foi o América, que se sagrou decacampeão entre 1916 e 1925. Além de sua atual sequência vitoriosa, o Galo também conquistou o hexacampeonato entre 1978 e 1983. Por outro lado, a maior série de títulos do Cruzeiro ocorreu na década de 60, quando conquistou o pentacampeonato entre 1965 e 1969, e o Villa Nova possui um tetracampeonato (1932 a 1935).
Para o Cruzeiro, ganhar a taça não apenas impediria que o rival estabelecesse um novo recorde, mas também aliviaria a pressão sobre o técnico Tite, que tem enfrentado críticas devido ao início complicado de sua trajetória na Toca. Para a torcida celeste, essa vitória representaria a primeira conquista desde o título da Série B em 2022, um fato que, embora traga alívio após três anos na segunda divisão, pode não ser visto como um grande motivo para celebração, especialmente considerando a frustração de 2025, quando o time se destacou no Brasileirão e na Copa do Brasil, mas saiu de mãos vazias.
A vitória também seria crucial para o técnico argentino Eduardo Domínguez, que estará apenas em seu segundo jogo à frente do Atlético, após estrear com uma vitória nos pênaltis sobre o América na semifinal do Campeonato Mineiro. Com quase 11 anos de carreira, Domínguez já conquistou sete títulos, incluindo a Supercopa do Uruguai 2019 e diversas taças na Argentina.
No que diz respeito à formação, é provável que o treinador faça ajustes na defesa, como a possível volta do zagueiro Vitor Hugo, recuperado de uma lesão, substituindo Junior Alonso. O jogador Lyanco também pode retornar após se recuperar de uma ruptura no tendão de Aquiles. O único desfalque certo é o meia Alexsander, que se recupera de uma séria lesão no joelho.
O Cruzeiro, por sua vez, poderá contar com o retorno de dois jogadores-chave: o goleiro Cássio e o meia Gerson, ambos que se machucaram durante a semifinal. Gerson não apresentou lesões graves, enquanto Cássio, que teve um estiramento no joelho, se esforçou para estar em campo. O reserva Matheus Cunha permanece como opção.
A expectativa gira em torno da formação que Tite escolherá, especialmente na lateral-direita, onde o titular William tem recebido críticas. O experiente Fagner pode ser a novidade, trazendo maior segurança defensiva. O restante da equipe deve se manter com um meio-campo sólido, enquanto Matheus Pereira e Kaio Jorge terão a responsabilidade de guiar o ataque.
VAI ENCARAR?
O TEMPO Sports apresenta ‘time ideal’ com jogadores de Cruzeiro e Atlético; confira
ELENCO
Jogadores que estiveram presentes em 2019 podem retornar ao título do Campeonato Mineiro pelo Cruzeiro
HISTÓRICO
Cruzeiro no Campeonato Mineiro: campanha, estatísticas, jogadores e artilheiros
Tópicos
Atlético realiza mudanças no último treino antes da final do Mineiro
Cruzeiro: Pedro Lourenço comenta sobre a transferência de Jardim para o Flamengo
Atlético x Cruzeiro: estatísticas, recordes e curiosidades; veja
Cruzeiro x Atlético: prováveis escalações e onde acompanhar a final
Jardim fala sobre promessas feitas no Cruzeiro e divergências com a SAF