A série de cortes na SAF do Botafogo alcançou o setor de futebol, resultando na demissão de Cláudio Caçapa, que era auxiliar permanente da comissão técnica, nesta sexta-feira (20). Essa decisão faz parte de um processo de reestruturação e contenção de despesas.
Na semana passada, o clube já havia promovido uma onda de demissões na área corporativa, com mais de 30 colaboradores desligados que atuavam no Estádio Nilton Santos. Os cortes afetaram diversas áreas, incluindo jurídico, financeiro, recursos humanos, sócio-torcedor, entre outros departamentos.
Recentemente, os cortes se estenderam ao futebol, com notificações sobre rescisões de contratos para profissionais das categorias de base e do futebol feminino ocorrendo na quinta-feira (19). Essa movimentação já era esperada internamente.
Raphael Rezende, coordenador de scout e figura importante no departamento de análise de mercado, também deixou a estrutura da SAF. Ele foi um dos primeiros a ser contratado por John Textor e pelo ex-CEO Thairo Arruda, atuando principalmente na identificação de jovens talentos.
De acordo com informações do Lance!, a expectativa é que novas demissões ocorram nos próximos dias. O Botafogo pretende diminuir os custos nas diversas áreas para concentrar investimentos no setor de futebol.
O clube enfrenta um cenário desafiador que vai além do elenco. Para 2026, John Textor e Thairo já haviam sinalizado a necessidade de uma redução na folha salarial, uma das mais elevadas do Brasil nos anos de 2024 e 2025. A diretoria também teve que lidar recentemente com atrasos em pagamentos de direitos de imagem e FGTS.
Em fevereiro, o Botafogo obteve um empréstimo de empresas parceiras de John Textor, o que ajudou a resolver questões como o transfer ban imposto pela FIFA, relacionado a uma dívida com o Atlanta United pela aquisição de Thiago Almada. Este ano é visto como um período crucial para a reestruturação do clube.