O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) protocolou um pedido judicial visando anular a liberdade condicional concedida ao ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza, em janeiro de 2023. Esse benefício, que possibilitou a saída do atleta do regime semiaberto, está ameaçado de revogação, pois o MP alega que a formalização do processo não atendeu aos requisitos da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984).
Bruno foi condenado em 2013 a 23 anos e 1 mês de prisão pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e ocultação de cadáver, relacionados ao assassinato da modelo Eliza Samudio, desaparecida desde junho de 2010. O corpo de Eliza nunca foi localizado.
Após cumprir parte de sua pena em regime fechado e semiaberto, Bruno obteve a liberdade condicional há mais de três anos. No entanto, o MPRJ aponta irregularidades sérias que, segundo eles, comprometem a validade desse benefício.
Ele foi considerado o mandante do crime contra Eliza Samudio, que é a mãe de seu filho Bruninho, atualmente adolescente. Bruno cumpriu pena no presídio Nelson Hungria (MG) e, após progredir para o regime semiaberto em 2018, teve sua liberdade condicional concedida pela Justiça do Rio em 2023, embora essa decisão agora esteja sendo contestada pelo MP. Caso o pedido do Ministério Público seja aceito, Bruno poderá retornar à prisão ou sofrer restrições mais severas.
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